SEBASTIAN Abro os olhos devagar, a visão embaça, dói e arde, isso me força a fechar, ficando no escuro por segundos, quando volto a abrir encaro o teto branco, pensando se o inferno e tão limpinho e claro desse jeito. - Sebastian - Fico parado. Não é o inferno, minha mãe não estaria nele, ou estaria? - Estou vivo? - Sinto algo no meu nariz, ergo a mão e seguro o fio fino, identificando rapidamente, respirando fundo com a sensação de ar limpo de novo, meu coração está batendo, comprovou isso, me mexo. - Sim irmão, você está vivo - O rosto de Maya surge na minha frente, depois o da minha mãe, algo me aquece por dentro. - Maluco. - Como se sente? - Meu silêncio aumenta, me mexo e sinto o ardido na pele, todo o meu tronco, na frente e atrás. - Ei, você tem que ficar quietinho, suas costa

