Guilherme Werkema Perguntei de uma só vez se ela havia decidido voltar ao Brasil, e a resposta foi afirmativa. — Ótimo! Vamos amanhã — eu disse. Ela então respondeu: — Você pode ir, porque eu ainda tenho muitas coisas para resolver por aqui. — Então, vou ficar também — comentei, dando um beijo nas bochechas da minha filha. — Gabriel, vá buscar nossas coisas. Não vou desgrudar da minha filha por nenhum segundo, de jeito nenhum. Meu irmão pediu à senhora que o seguisse, e a ruiva e eu ficamos a sós. Perguntei a localização do quarto da minha filha e a levei para que pudesse descansar. Ao retornar, uma necessidade irresistível de permanecer e instigar o monstro dentro de mim surgiu. Queria confirmar se o que estava em minha mente era real; caso fosse, eu ficaria extremamente irritado.

