piscina

868 Words
Era manhã, Bárbara acordou após uma boa noite de sono, então levantou-se, fez sua higiene matinal, ao checar a hora, viu que passava das dez da manhã, a dias não dormia tanto, o remédio receitado pelo médico estava fazendo um bom efeito. Enquanto penteava seu cabelo, Bárbara caminhou até a janela, tinha uma vista linda da piscina, então viu Otávio, ele havia tido mais uma noite m*l dormida, e para relaxar um pouco, decidiu tomar sol e dar um mergulho, ela desde que havia chegado ali, não tinha experimentado a piscina, mas decidiu que aquele era um bom momento, para ela talvez para ele nem tanto. Bárbara caminhou em direção a piscina, usava um biquíni azul marinho que se destacava em sua pele clara, em seu quadril usava uma canga, no ombro uma toalha, Otávio estava distraído lendo um livro deitado na espreguiçadeira, e nem a viu se aproximar. – como assim não me convidou? – ela disse parando bem ao lado dele, ele levantou o olhar e a viu ali, com seu corpo exposto, cobrindo apenas o necessário e por uns segundos as palavras faltaram na boca dele, mas logo voltaram. – ah…eu não pensei, só vim relaxar um pouco. – tudo bem, eu não vou incomodar. – disse ela, então colocou sua toalha em cima da espreguiçadeira ao lado e caminhou até a borda da piscina, enquanto os olhos dele a acompanhavam, então a viu sentar ali e colocar os pés na água, Otávio suspirou, estava buscando se distrair, e lá estava ela, usando um biquíni minúsculo, mais uma vez Otávio se julgou, ela não estava fazendo de propósito, não estava se exibindo e nem nada do tipo, apenas tomando sol, mas era inevitável para ele pensar no que havia ouvido. Uns minutos haviam se passado, Bárbara seguia sentada ali, apenas aproveitando a brisa e refrescando seus pés, enquanto ele, de longe, a olhava. – não vai entrar? – ele perguntou. – se você me tirar quando eu estiver me afogando. – ela disse em um tom divertido. – daqui a pouco entro pelo lado raso, lá da pé. – você não sabe nadar? – não, no máximo boiar, e olhe lá, mas e você, não vai entrar? – vou, vou sim. – disse ele, então levantou-se da espreguiçadeira, retirou o short ficando apenas de sunga, caminhou até a borda da piscina e mergulhou, em segundos submergiu um pouco a frente. – vou entrar lá do lado raso. – disse ela fazendo menção de levantar. – vem, não te deixo se afogar – disse ele se em um tom divertido, já se aproximando, então estendeu as mãos para ela, que então desceu, mas as mãos dele não foram o suficiente para ela se apoiar, o que a fez mergulhar mesmo sem vontade, com o susto ela se agarrou ao corpo dele para subir e entrelaçou as pernas na cintura dele, e ele a segurou pelas coxas, com isso ficando mais perto do que deveria o que o fez estremecer, os rostos estavam a centímetros um do outro, os olhos se fixaram por uns instantes e se aproximaram um pouco mais, mas então ela se soltou dele, segurando-se apenas em seus ombros mantendo uma distância saudável, ela percebeu que não era adequado, então sem graça disse. – você disse que não ia deixar eu me afogar. – ele riu sem graça e a respondeu. – desculpa. Por um bom tempo eles ficaram ali, apenas deixaram o ocorrido de lado, mudaram de assunto, Otávio passou a contar a ela como era a universidade que ela estudaria, Bárbara escutava encantada enquanto se segurava no braço dele, depois de um tempo, apenas sentaram no lado raso da piscina e continuaram a conversa, que vagou por muitos assuntos, principalmente pela vida dela, ele queria saber cada vez mais sobre ela. – então Guilherme é seu primeiro namorado? – ele perguntou. – não, aos doze tive um namoradinho. – aos doze? – ele perguntou arregalando os olhos, ela riu e continuou. – sim, era um coleguinha da escola, quando contei ao meu pai, ele me proibiu e me colocou de castigo, mas depois ele aceitou e chorou dizendo que não estava pronto. – ela contou o fazendo rir. – mas que pai estaria? Você só tinha doze anos, e quanto tempo durou. – vinte dias, ele deu metade do lanche dele pra uma garota da nossa sala, imperdoável não acha? – disse ela em um tom divertido e Otávio riu. – realmente muito imperdoável, motivo pra término mesmo. – ela riu, em seguida disse. – era bobagem de criança, dávamos selinho e andávamos de mãos dadas pelos corredores da escola, mas lembro com carinho, pelo menos meu pai teve a chance de conhecer meu primeiro namorado, e eu aprendi muito com isso. – então, o que você aprendeu em vinte longos dias? – ele perguntou interessado. – aprendi rapidinho que não aceito ser segunda opção, ou eu sou a prioridade ou não sou nada. – um bom aprendizado. – a conversa se estendeu um pouco mais, então decidiram que estava na hora de saírem da água, já era quase hora do almoço, então entraram na casa, cada um seguindo para seu quarto.
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