SARA NARRANDO A irmã Raquel encarou a Gisele, que por sua vez também não baixou a cabeça; elas ficaram se olhando, sem dar uma palavra. — Entre, irmã Raquel, paz do Senhor. — A paz, missionário. Acho melhor eu ir embora; depois eu venho aqui saber notícias do meu filho. Nesse momento, Gisele sorriu, parecia um pouco de deboche, um tom de ironia. Fiquei apenas observando para ver até onde iriam. — Qual a graça, Gisele? Vai dizer agora que o Gabriel é seu filho? Todo mundo sabe a verdade. — Em momento nenhum falei que Gabriel é meu filho, mas eu sempre falei que era como se fosse. Quando você o abandonou, fui eu que fiz o papel de mãe. Sempre estive ao lado dele, até quando ele teve crises, e fui eu que aconselhei ele a buscar ajuda da Sara. — Por que você precisou fazer o meu papel?

