Despejei tudo numa tigela sobre o balcão. Que diabos ele estava querendo dizer? Revirei os outros bolsos dele, só pra ter certeza, antes de me levantar. Peguei a pá e me virei de volta para o homem e o túmulo, mas antes que eu pudesse começar a preenchê-lo, senti uma mão no meu ombro. Me virei para olhar, e lá estava minha avó, com a tristeza marcada no rosto. — Eu não sei o que devo fazer. — Eu sei, querida, por isso estou aqui. — Ela se aproximou e beijou minha bochecha. — Pegue um punhado de terra. — Ela indicou o monte com a cabeça. Larguei a pá e peguei um punhado antes de me virar para ela, esperando por instruções. — Carl, ou mais conhecido como Carlithaen, o Xamã dos tempos antigos. Nós o colocamos para descansar e se unir à Deusa da Lua. Que seus campos sejam claros e frescos.

