Zero entrou no elevador e as grades ruidosas e douradas trancaram-no como numa cela que subiu automaticamente aos solavancos, rangidos e estalos até o terraço. A princípio, desejava ir embora daquele lugar, os olhares inquisidores dos convidados lançados sobre ele eram incômodos demais, mas não era certo deixar Giulietta sozinha. O fato de o elevador tê-lo trazido ao terraço, onde o vento frio e a noite estrelada combinavam com seu espírito taciturno, talvez lhe trouxesse algum alento de qualquer modo. Abriu os botões do blusão e debruçou-se no parapeito contemplando o parque. Seus olhos estavam vermelhos e seu peito ardia. O olhar de desprezo do pai de Lincon o atravessou como se ali não existisse nada. Ele achava que já estava maduro o suficiente para suportar coisas daquele tipo, mas a

