A tarde era chuvosa, mesmo assim, o centro de Porto Alegre estava apinhado de gente. Nas ruas molhadas, refletiam as fachadas dos prédios e os anúncios luminosos que, aos poucos, se acendiam. As pessoas brotavam nos saguões dos edifícios como se procriassem como gremlins dentro dos elevadores. Os bares, lancherias e restaurantes da Andradas começavam a encher e apesar do frio e da chuva fina, o clima de fim de expediente começava a mudar a cara do Centro revelando sua face boêmia. Giulietta desceu do ônibus e um vento gelado quase congelou seu rosto. Ela puxou o fecho do agasalho até o pescoço e apressou o passo. Já eram quase seis horas e de onde ela estava até a Praça da Alfândega seriam uns dez minutos de caminhada. Zero chegou mais cedo e aproveitou para dar uma volta pelo Centro, pa

