O brilho do sol que passava pela copa das árvores, quase sem tocar as folhas, aquecia a pele de Giulietta. Era uma sensação boa de calor que a fazia esquecer os temores e dos calafrios da noite anterior. Aquela tarde ensolarada de sábado era deliciosa e talvez fosse o início de um tempo sem sobressaltos ou perturbações. Giulietta e Margot sentaram na pracinha onde ela costumava brincar com a irmã quando criança, para esperar o pai da amiga que combinara ir buscá-la às três. O frio dos últimos dias tinha diminuído e o calor fora de época era muito bem-vindo. A pracinha estava cheia de crianças brincando ruidosamente e pessoas tomando chimarrão sob as árvores, sentadas em cadeiras de praia ou toalhas estendidas na grama, aproveitando a tarde agradável. Era o veranico de maio, um suspiro de

