Nadar era uma das coisas que mais relaxava Giulietta. O isolamento do mundo exterior, a sensação da água a acolhendo, o controle total dos seus movimentos. Não existia cansaço e respirar era cada vez menos necessário à medida que ela fluía líquida pelo seu corpo. A água era o seu elemento e nadar tão natural quanto andar. O tumulto das pessoas, o cheiro do bar, o brilho do sol, tudo se transformava, restando apenas o barulho das bolhas nas braçadas rítmicas e lentas e a luz azul que cintilava nas paredes da piscina. Giulietta nadou por mais de uma hora e riu sozinha ao passar sobre o ralo "assassino" no fundo da piscina. Ao final do percurso, deslizou uma última vez, se apoiando na borda oposta ao terraço para olhar a plataforma de salto que ficava na parte mais funda. Lembrou-se do antig

