Foram três dias de completo terror. Há dois anos, ações orquestradas por grupos neonazistas eclodiram, no dia oito de maio, nas maiores cidades do mundo. A data escolhida foi o dia da vitória aliada, tudo minuciosamente organizado nas redes sociais. Ataques cibernéticos derrubaram sites de importantes organismos de segurança, inclusive no Brasil. Sinagogas e mesquitas foram incendiadas, imigrantes, negros, homossexuais e minorias em geral foram covardemente assassinados. Em Porto Alegre, não foi diferente. A cidade ardeu por três dias e tudo piorou com o blecaute do segundo dia. A polícia se mostrou impotente e desorientada tal a magnitude dos acontecimentos. Civis se armaram para defender suas famílias e seus bens, e os relatos de sangrentos confrontos vinham de toda a parte. Até que, no

