Joe A dor era constante. Cada movimento que eu fazia me lembrava dos malditos socos que aquele desgraçado me deu. Meu rosto inchado, os ossos do maxilar latejando, e as escoriações nos braços, tudo uma lembrança diária de como tinha sido derrubado. Já faz uma semana que estou na prisão, sem chance de fiança, trancafiado como um animal. Odiava cada segundo. Sentado no canto da cela, o cheiro da umidade e do suor de outros detentos impregnava o ar. Mas nada me irritava tanto quanto a sensação de humilhação. Aquela garota... Samantha... e aquele maldito noviço! Como eles ousaram? Eu ia fazer todos pagarem por isso. Cedo ou tarde. De repente, ouvi um barulho familiar vindo do corredor. Levantei o rosto com dificuldade, forçando meus olhos para enxergar além das barras da cela. Lá estava Sau

