Capítulo 5

1779 Words
Nikolai Gorky Ano de 2022. Segurei Claire em meus braços antes que seu corpo fosse de encontro ao chão, olhei ao meu redor vendo que as poucas pessoas presentes me olhavam perplexas. A garota em meus braços m*l pesava, passei meu braço por baixo de suas pernas e a peguei no colo com cuidado. Ela era mesmo uma inútil, até quando essa garota vai estragar as coisas? — Mike? — Fiz uma varredura no local a sua procura e ele se encontrava em um canto da sala, encostado a parede. — Vamos subir, precisamos acordar a noiva dorminhoca. — Murmurei deixando escapar um sorrisinho. — Vocês sabem como as mulheres são emotivas, minha noiva ao extremo... — Murmurei para as pessoas a volta. Fui subindo as escadas lentamente tomando cuidado ao pisar em cada degrau, já que o vestido de Claire me impossibilita a visão deles. Mike seguia os meus passos e assim que chegamos ao quarto deixei ela em cima da cama sem me preocupar se estava sendo bruto ou não. Mike me entregou um lenço umedecido, o coloquei no nariz de Claire me certificando de que ela respirasse apenas o cheiro do líquido. Alguns segundos foram o suficiente para que seu corpo desse indícios de que ela acordaria, retirei o lenço de seu nariz e me sentei na beirada da cama. Mike apenas me observava de longe, em momento algum ele disse algo ou ao menos fez alguma expressão. — Está muito calado, diga o que quer dizer. — Murmurei sabendo que ele tinha algo preso. Provavelmente estava contrariando minhas ações por dentro. — Acha que estou errado? — Não tenho o que dizer, estou seguindo suas ordens, o senhor é o Boss e em hipótese alguma irei contraria-lo ou lhe dizer o que deve ou não fazer. — Ele dizia olhando nos meus olhos. — p***a Mike, nós somos amigos, já disse para parar com essa palhaçada! — Praticamente gritei olhando feio para ele. — Somos irmãos. — Murmurei por fim. — Humm... — Escutei um gemido baixo e instantaneamente olhei para trás onde Claire se encontrava. Por um segundo o meu mundo parou e nesse mesmo segundo um milhão de coisas se passou em minha cabeça. O seu gemido gostoso ecoava em minha cabeça, todos os músculos do meu corpo se tencionaram e eu me condenei por isso. Me senti irado por saber que Mike também havia a escutado e talvez tivesse sentido o mesmo que eu. Não, ele não se atreveria. — Saia. — Foi a única coisa que disse. Ele saiu do quarto no mesmo instante. Lentamente Claire abriu os olhos e foi se sentando devagar, ela me olhava confusa, como um cachorrinho abandonado. Eu não tinha tempo a perder e muito menos paciência, precisávamos voltar lá para baixo e dar continuidade a cerimônia o mais rápido possível. Me levantei da cama e dei a volta ficando próximo a ela, agarrei o seu braço com força e a puxei fazendo a mesma sair da cama também. Ela me encarou com seus olhos de cristal, as lágrimas rolavam pelo seu rosto sem controle e aquilo já estava começando a incomodar. — Enxugue o choro e ponha a p***a de um sorriso nesse rosto ou terá motivos o suficiente para chorar com mais gosto. — Murmurei. — Vamos descer! — Meu estômago... — Ela repousou a mão no estômago e me encarou quase que em súplica se encolhendo, provavelmente de dor. — Dói. — Não é um problema meu! — Fiz questão de dizer. Ela suspirou dando-se por vencida e secou as lágrimas com as costas das mãos. Soltei o seu braço a observando enquanto a mesma arrumava o vestido em seu corpo, esse maldito vestido marcava todas as curvas. Eu não deveria estar reagindo a sim a ela, mas já pudia sentir meu p*u latejar dentro das calças. — Não quero que use mais roupas justas, mandarei a Yulia comprar novas para você. — Eu disse. — Já não basta querer controlar a minha vida, agora até as roupas sofreram nas mãos do monstro. — Ela falou baixo, como se fosse algo que somente ela pudesse ouvir. Levantei minha mão no ar, mas fechei o punho assim que lembrei das pessoas lá em baixo. Essa menina está fodendo com a minha cabeça, parece não perceber o perigo de suas ações. Ela me olhava aparentemente assustada, mas antes mesmo que eu pudesse reagir senti o seu golpe em minha barriga. Sorri pensando nas inúmeras barbaridades que faria com ela mais tarde como punição. Seu soco nem fez cócegas, mas eu não a deixaria pensar que pode me desafiar. Nunca. — Sua v***a. — Apertei o seu queixo fazendo-a me encarar. — Você acabou de assinar a sua sentença de morte. — Ótimo! Pois eu prefiro morrer a viver dessa maneira e se você não me matar eu mesma acabarei fazendo isso por você. — Ela jogou na minha cara. Não, de forma alguma ela tiraria a própria vida. Não a daria esse gostinho nem morto, Claire Adams sofreria um inferno em vida antes de poder fechar os olhos de vez, pagaria por tudo o que fez. Agarrei em seu braço novamente, me sentei na cama e a joguei em cima das minhas coxas de bruços. Tateei a barra de seu vestido e o levantei até a altura de sua cintura deixando sua b***a totalmente exposta para mim. Dei um longo suspiro ao ver a calcinha branca de renda, eu não poderia focar nisso. Claire se remexia no meu colo tentando sair e em resposta deixei um tapa estralado sua b***a. Senti meu p*u pulsar quando vi a marca de minha mão em sua b***a farta, contive um grunhido ao apertar suas nádegas com força. Dei mais alguns tapas escutando seus gemidos e pedidos de clemência. A renda era transparente ao ponto de me dar a visão de sua b****a, tive que me conter para não tirar a sua calcinha e fode-la ali mesmo. Calmamente eu abaixei o seu vestido novamente e a levantei do meu colo me pondo de pé junto a ela. Claire mantinha seu olhar fixo ao chão, ela gemia de dor baixinho em alguns momentos e eu não podia deixar de contemplar isso. — Esse não é o único castigo que receberá se ousar me desafiar ou receber, isso é o mínimo e eu posso te garantir que se não tivesse pessoas importantes lá embaixo esperando para ver essa maldita cerimônia você estaria fodida na minha mão. — Falei com a paciência já esgotada. — Você está me escutando? Sem resposta. Ela continuava encarando o chão como se eu não estivesse ali. Segurei em seu queixo firmemente a fazendo me encarar, seu rosto estava vermelho e banhado em lágrimas. — Será que vou precisar repetir? — Perguntei. — Eu estou ouvindo Nikolai. — Concordei. Eu teria que evitar perder a cabeça dali por diante, por mais que fosse uma missão impossível com essa garota por perto. Sem aviso prévio sai do quarto esperando que ela me seguisse e assim ela o fez. Assim que descemos as escadas vários olhares pousaram sobre nós, esperei até que Claire me acompanhasse e segurei em sua mão. Andamos calmamente até estarmos em frente ao padre, soltei sua mão bruscamente sem que as pessoas notassem algo de errado, claro. — Podemos dar continuidade! — Comentei. — Nikolai e Claire estão aqui para alcançar a felicidade eterna, em breve se tornarão um só, compartilharão da mesma vida e seguirão os seus caminhos juntos ao usar a palavra sim. Estarão ligados até a morte. — O oficial falava, grande parte do que eu escutava era apenas um zumbido distante. — Claire Adams, sem estar sob pressão, você aceita Nikolai Gorky como o seu legítimo esposo? Ela congela no lugar me encarando, percebo sua tensão de longe. Claire aperta as mãos nervosa, não deixo de me sentir furioso pela sua demora para dizer uma simples palavra, mas também a entendia. — Aceito... — O som da sua voz saiu fraca, quase inaudível. Mas o suficiente para que o homem escutasse. — Nikolai Gorky, sem estar sob pressão, você aceita Claire Adams como a sua legítima esposa? — Suspiro. — Sim! — A minha voz ecoou pelo cômodo, como uma sentença. — As testemunhas aqui presente confirmam? — Eu já estava enchendo o saco de tantas perguntas desse oficial. — Sim. — Mike disse por fim. — Assinaremos agora, então. — Ele nos mostra um caderno com a certidão de casamento posto a cima da mesa. Levantei meu olhar até Claire que se encontrava relutante, mas um único olhar foi o suficiente para que ela desse um passo a frente e assinasse primeiro. Ela escreveu o seu nome, em seguida eu e após as testemunhas. Não tinha mais como voltar atrás, ela havia acabado de assinar sua sentença de morte mais uma vez! — Com a permissão a mim concedida, declaro-os marido e mulher! — O oficial anuncia, sorridente. — Pode beijar a noiva. Vejo Claire me encarar perplexa, o medo estava estampado em seu rosto. Para completar a encenação em frente aos membros do conselho, eu segurei em seu rosto e calmante deixei um beijo em sua testa. Recebemos aplausos de todos. — Suba para o seu quarto e me aguarde. — Murmurei. Ela se virou para Yulia e a vi subir as escadas. Eu não sabia ao certo o que fazer com ela, não dava para mentir para mim mesmo dizendo que ela não mexe comigo. Muito perto ela me causava coisas das quais eu não posso controlar. Caminhei até Yuri, ele conversava com os outros membros do conselho enquanto tomava whisky. Assim que me viu ele abriu um largo sorriso, aposto que por dentro deseja minha morte tanto quanto meus inimigos declarados. — Nikolai! — Ele disse animado. — Onde está a sua esposa? Bela moça, você é um homem de sorte. Uma pena não ter sido criada dentro da família. — Sorriu debochado. — Ela não precisa ter sido criada na família, só precisa exercer o seu papel como esposa do Dom e isso eu garantirei que ela faça com excelência. — Murmurei convicto. — Espero que aproveitem o tempo juntos, tenho uma noiva para domar. — Dei dois tapinhas no seu ombro. Virei as costas e comecei a subir os degraus da escada. Agora sim Claire Adams veria quem eu realmente sou. Se ela achava que eu era um monstro, então eu seria. O monstro dos seus piores pesadelos. Assim que abri a porta ela saltou da cama, seu rosto estava banhado em lágrimas. — Está preparada? O seu inferno particular acabou de começar. >> @aut.izzamarques
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