Luhan e eu estávamos indo para mais uma consulta do pré-natal.
Ele resolveu que faria com a mesma obstetra que eu. Então agendamos as consultas para o mesmo dia todo o mês.
Eu já estava no meu sexto mês de gravidez e Luhan no sétimo.
Eu fui o primeiro a ser chamado.
- Bom dia senhor Byun. Como tem estado?
- Muito bem Dra. Lee. Eu estou louco para ver como estão meus meninos. Acha que já dá pra saber a classificação deles.
- Vamos tentar, mas sabe que com certeza só quando houver as modificações em seu corpo.
- Sim, eu lembro bem como foi com Hideki.
- Deite-se. Então como anda o seu pequeno alfa? – ela falava enquanto passava aquela maquininha na minha barriga.
- Está muito bem, já está com um ano e três meses. Ele é muito fofo, muito sapeca, mas fofo.
- E seu marido?
- Está trabalhando e não pode vir.
- Ah. Está vendo eles aqui? – apontou pra tela – Eles estão muito saudáveis. E tudo indica que serão ômegas.
- Sério? Isso seria perfeito!
Depois que o exame terminou, ates de eu sair da sala fiz uma última pergunta.
- Doutora, eu e meu marido estávamos pensando. Gêmeos tem o mesmo código genético. É possível que ele sejam apaixonados e marcados por um Alfa?
- Na época da minha vó aconteceu um caso assim. Mas eu acho muito improvável, quase impossível se quer saber. Para mim aquilo é tudo lenda. Então não se preocupe
- O-okay, obrigado.
(...)
Depois que Luhan saiu da sua consulta fomos numa sorveteria próxima, eu estava morrendo de vontade de tomar sorvete de uva com calda de baunilha.
- Luhan, o que ouve? Você parece estar tão cabisbaixo... É algo de errado com o Sehun?
- Não. É que não houve mudanças com meu corpo e eu já estou no sétimo mês, eu achei que fosse uma ômega, mas minha filha é Beta, e de verdade eu não sei como lidar com isso.
- Betas podem puxar tanto para o lado Ômega quanto o lado Alfa, então crie ela como uma ômega, assim nunca terá uma filha muito máscula.
- Não fale bobagens. – ele riu. – Como acha que o Sehun vai reagir?
- Vocês não estão bem?
- Muito pelo contrario, estamos ótimos, depois de conversarmos aquele dia, ou melhor, o Sehun mandar como sempre, estamos muito bem. Ele nem me deixa ficar um estante sozinho e nem pode me ver pelado que me agarra.
Eu cai na gargalhada, não aguentei.
- Do que está rindo i****a?
- Sehun está assim por medo.
- Como assim?
- Chanyeol disse que se ele não te pegasse de jeito tua ia trocar ele por qualquer um. Foi isso que fez o Sehun voltar a ficar de bom contigo.
- Sabe eu até considero isso prova de amor. Quer dizer que ele não quer me perder né?
- É... É sim!
{...}
Depois de tomar sorvete fomos ao shopping comprar roupinhas de bebê, eu não tinha muito dinheiro, então comprei pouca coisa. Eu usaria as roupas que foram de Hideki. Ainda bem que eu teria meninos outra vez.
{...}
Chegamos em casa cheios de sacolas e encontramos nossos maridos no sofá da minha casa tomando cerveja e assistindo futebol.
A cada vez que os maiores xingavam o juiz, Hideki batia no chão e falava gol ou algo do tipo.
- Chanyeol, olha a educação que está dando ao seu filho.
- Não tenho culpa se a omma dele não estava em casa.
- Eu estava cuidando dos outros bebês, esses que ainda estão aqui dentro sabe.
- Aham. Legal.
- Chanyeol eu vou tirar a roupa.
- Isso, faz isso. – desgraçado não está nem me ouvindo.
- Baek, não vai fazer isso né?
- Claro que vou Luhan, ele ta me tirando pra i****a.
- Mas...
- Eu sempre ando pelado em casa, eu quero ver quanto tempo ela vai demorar pra ver que tem visita.
Tirei minha roupa e comecei a andar pra lá e pra cá sem roupa. Fiz pipoca, passei na frente da TV umas cinco vezes, peguei os copos com refrigerante e uns doces e levei tudo para sala, onde peguei o controle da mão dele e coloquei num filme de suspense que eu tava afim de assisti com o Luhan.
Só então ele pareceu me notar e Sehun também notou por isso Chanyeol deu um tapa em sua cabeça.
- Baekhyun
- Que é? – respondi com a boca cheia de pipoca e olhando para TV.
- Vai colocar uma roupa.
- Aham, faz isso.
- Baekhyun, não brinca comigo.
- Vai fazer o que, Chanyeol?
Ele rosnou e me pegou no colo, me levando em direção quarto.
- Vou te ensinar a não me desafiar.