Eu não acredito que Chanyeol foi capaz de duvidar do que eu disse.
De primeira eu não sabia o que fazer então me atirei na cama e fiquei chorando. A gravidez me deixava cada vez mais sensível.
Já era tarde da noite quando eu consegui me acalmar, eu não queria passar a noite sozinho. Então liguei para Luhan.
— Lugeee... Pode vir ficar comigo?
— Bae? Está chorando? Cadê o Chanyeol?
— Pode vir? Eu te conto aqui.
Não deu cinco minutos e Luhan já estava na minha porta, com Sehun junto, claro.
— O Sehun ficou preocupado e veio junto.
— Me deixa colocar uma roupa...
Eu vestia apenas um moletom branco de Chanyeol e uma boxer preta.
— Não precisa. O Sehun não vai ficar te olhando.
Luhan sentou no sofá eu deitei com a cabeça em seu colo, sem deixar espaço para Sehun, que se sentou em uma almofada no chão.
— Me conta o que acontece. Onde está o Yeollito?
— Não sei. – eu parecia uma criança birrenta falando, minha voz ainda estava embargada por conta do choro.
— Como não sabe?
— Ele disse que o Kris não seria capaz de fazer o que eu disse que ele fez, então eu o expulsei de casa.
— O que o Kris fez? - perguntou Sehun um tanto perdido.
— Depois Luhan te conta, não quero falar disso. Depois eu tenho que fazer uma mochila que você vai ter que entregar pro Channie. Luge... Amanhã é meu ultrassom, eu já posso saber o sexo do bebê. Vai comigo?
— Mas quem tinha que estar contigo é o Chanyeol, Bae.
— Eu o mandei escolher e ele escolheu o Kris. Agora ele que se dane.
— Ele é teu Alfa, Bae.
— Não me importo. Vai ou não?
— Vou. Claro que vou.
Luhan ficou fazendo carinho no meu cabelo até que eu pegasse no sono.
No dia seguinte eu acordei na cama e sozinho em casa, um deles deve ter me trazido para cá.
Liguei para Luhan avisando o horário da consulta, tomei café e me arrumei.
****
— Bom dia, senhor Byun.
— Há quanto tempo o senhor está fazendo o pré-natal?
— Desde o primeiro mês.
— Qual era o nome da sua antiga obstetra?
— Kim Ji Ahn. Eu só troquei porque a escola que eu trabalho achou melhor pagar um bom hospital, até para ter o controle dos meus exames.
— Ahn tudo bem. – ela sorriu. – Sabe com quantas semanas está?
— Dezessete semanas. O parto está previsto para o início de agosto.
— Ótimo, vamos ver como está o seu bebê? Deite na maca e levante a camisa, por favor.
Eu fiz tudo que ela disse, Dra. Lee Yang, passou aquele gel gelado na minha barriga e começou a passar o aparelho fazendo uma leve pressão.
Eu sentia meus olhos cheios de lágrimas a cada vez que ouvia aqueles batimentos, era tão gostoso saber que aquele bebê estava crescendo dentro de mim.
— Quer saber o sexo?
— Aham.
— É... um menino. Muito saudável. Ele está crescendo bem rápido.
— O Pai dele é bem alto.
Ele olhou para Luhan e fez uma cara de quem não estava entendendo. E quem pudera, Luhan era mais alto do que eu, mas não era o pai do meu filho e também é um ômega então... Nem dá.
— Ahn... O pai do meu bebê não pode vir hoje.
— Ah, entendo.
...
Saímos do consultório e fomos para uma lanchonete.
Depois de comer algumas besteiras, que eu não comia há... Três meses.
Luhan me levou para casa, porque ele tinha um carro.
Aquela casa parecia fria e vazia sem o Chanyeol.
Eu liguei para a escola e pedi para ficar o resto da semana em casa. Era terça-feira e eu só tinha aula mais quarta e quinta.
*****
Já é sexta-feira e o Chanyeol não deu sinal de vida. Ele nem ligou pra dizer se ainda está vivo, aquele i****a.
É claro que eu não vou dar o braço a torcer. Mas é claro que eu fico angustiado e não consigo comer ou dormir sem ele. Eu infelizmente preciso do Chanyeol do meu lado, mesmo que ele não sirva pra nada na maioria das vezes.
Ele é meu alfa – nunca vou dizer isso em voz alta – e eu preciso dele ao meu lado, eu preciso que ele me acalme e... Cuide de mim.
No fim não importa se é culpa da marca ou dos sentimentos... Eu o amo.
Eu estava dobrando as roupas que Chanyeol tinha deixado espalhadas quando ouvi a campainha tocar repetidas vezes.
— H-hyung... – ele estava ofegante, suado e... e******o, seu cio tinha chegado.