Eu e Baekhyun ainda não estávamos as mil maravilhas, já se passou mais de uma semana desde o que aconteceu e, apesar de agirmos normal, era sempre como se algo estivesse ali, pois aquela briga i****a ainda estava entre nós.
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Era terça-feira, eu cheguei e fui direto para o banho, para que pelo menos um pouco da noite a gente pudesse curtir juntos.
Mas assim que saio do banheiro, encontro um cara desaforado esparramado no meu sofá.
A única coisa que eu escutei foi um "também te amo, Baek." e não gostei nada disso.
Fiquei olhando aqueles dois para ver se alguém me dava uma explicação.
— Que foi? Chanyeol não olha pra mim com essa cara. Eu não o convidei pra entrar, ele é um abusado.
— E quem é ele?
— Ah, fala sério, ele ta com ciúmes de mim, Baek. – o garoto começou a rir descontroladamente, eu comecei a rosnar, eu estava pronto pra espancar ele e jogar ele para fora da minha casa, mas então Baekhyun me segurou.
— Não Chan... — pediu baixinho com a voz mansa, meio cansada.
— Por que tá defendendo ele? — perguntei bravo, apertando os dedos em punho, aquilo tudo estava me irritando mais e mais.
— Porque ele é meu Hyung. Chanyeol, esse é BaekBeom, meu irmão que estava fora.
— Ah, e o que ele está fazendo aqui?
— E eu que sei? Beom-ah, por que voltou?
— Papai me disse estava com um namoradinho, vim ver com meus próprios olhos.
— Eu não vejo JungHo há meses.
— Mas isso não quer dizer que ele não veja você, Baek. — falou debochado e deu um risinho.
— Aí credo! Enfim... Me diz que está brincando, não vai ficar mesmo aqui né?
— Essa noite eu vou mesmo, mas amanhã eu vou para casa da Sook-ah.
— Que é?
— Minha companheira, conheci ela em uma viajem que ela fez a negócios, então disse que ela precisava ficar uma semana a mais e a marquei. – ele deu uma piscadinha.
— E ela não entra em depressão por causa da saudade ou algo assim?
— Não, a gente conversa por webcam e eu sempre venho fazer uma visitinha que a deixe bem lembrada.
— Credo! Tu é bem filho do JungHo mesmo. Como a gente pode ser tão diferentes?!
— Fácil, eu fui criado diferente. Eu sou um Beta, papai nunca teve preconceito com betas, não até onde eu sei.
— Você é um i****a. Vai ter que ir embora bem cedo, temos que trabalhar amanhã.
Eu fiquei o tempo todo olhando aquele diálogo sem saber o que falar. Depois que o Baek fez a cama do Beom-ah, nós ficamos deitados e nos olhando um tempo, ele fazia um carinho sutil nas minhas bochechas e eu na sua cintura.
— Eu to com saudade. – sussurrei.
— Eu também, mas com esse traste aqui em casa não tem como a gente fazer alguma coisa, desculpe.
— Tudo bem, eu só não gosto de ficar conhecendo sua família aos poucos e em momentos como esse.
— Juro que o Beom é o último. – ele riu.
Eu puxei sua cintura com firmeza e o trouxe para mais perto, colando nossos lábios.
Nós estávamos de lado na cama, de frente um para o outro, Baekhyun passou sua perna por sobre o meu quadril e ficou se esfregando em mim. Aquilo estava muito bom, ele já estava com os lábios inchados pela intensidade do nosso beijo, eu já estava até imaginando ganhar uma chupadinha com tudo aquilo, mas...
O irmão dele entrou no quarto alegando que aquele sofá era muito duro e se deitou na cama com a gente.
Ele até disse um "podem continuar", mas Baek acabou broxando com aquilo, então... Nem se eu quisesse.
No fim das contas dormimos os três na pequena cama de casal.
Eu já odeio BaekBeom.
★ ★ ★ ★
Baek já estava no terceiro mês de gestação, ao contrário da primeira vez, sua barriga está bem mais inchada, mas semana que vem a gente vai fazer o ultrassom pra saber como está o bebê, só espero que esse não seja tão gordo quanto Hideki foi ao nascer, isso é tudo genética dos Byun.
Eu estava feliz em trabalhar com o Baek, estava sendo legal, mas eu preferia que minha mãe o liberasse, ele sempre chega resmungando em casa, afinal, a nossa nova casa fica bem mais longe do nosso trabalho, mas tem quatro quartos e dois banheiros, sala e cozinha separadas de verdade, é uma casa mesmo, com quintal, boa para os nossos filhos.
Hideki está feliz, ele passa as tardes com Yoora, pena que foi ela a ver ele dar seus primeiros passinhos, Baek ficou bem triste com isso.
Mas ele foi o primeiro a o ouvir dizer omma, então compensou um pouco.
Quem não passava os dias felizes às vezes era eu, Beom praticamente morava lá em casa, oh cara chato, e o rei empata f**a. Eu dou risada pra não chorar, mas parece que ele sente quando vamos t*****r e bate na porta, pior que filho.
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Cheguei em casa e vi Baek fazendo carinho na sua barriga, ele estava pelado em frente ao espelho, ele sempre ficava pelado em casa, isso foi algo que não mudou, mesmo agora sendo inverno e lá fora estar um frio tremendo.
O abracei por trás e depositei um beijo em seu ombro, coloquei minhas mãos sobre as suas e também acariciei sua barriga.
— Channie, acho que está grande demais.
— Não, está lindo. Não se preocupe com isso.
Sentir aquele perfume de Baekhyun me deixava louco, já fazia três meses que a gente não transava, meu cio estava próximo e isso era torturante.
★ ★ ★ ★
Finalmente chegou o dia da consulta.
Estávamos nos preparando para entrar na sala da doutora Lee.
— Bom dia senhor Byun, Senhor Park. Que bom vê-los outra vez.
— Pois é, eu sei que não pude vir no mês anterior, mas eu estou animado esse mês, eu quero saber se já dá pra ver o sexo.
— Então vamos ver.
Ele se deitou na maca e ela espalhou o gel em sua barriga, logo depois começou a passar a máquina na barriga dele.
Nós começamos ao ouvir as batidas do coração, mas elas estavam estranhas.
— Dra. Por que as batidas estão desse jeito?
- Porque são dois corações batendo, parabéns senhor Byun, o senhor vai ter gêmeos, e acho que são meninos, mas mês que vem saberemos com mais exatidão.
Baekhyun me olhou com lágrimas nos olhos e eu tenho certeza, se ele tivesse visão a laser eu não estaria mais aqui.
Agora Fudeu. Fudeu mesmo!