Assim que Zé Pequeno se viu finalmente sozinho, a adrenalina de sua fuga e do ataque de fúria começou a se dissipar. As paredes do barraco estreito pareciam fechar ao redor dele, a noite pesada pressionando seu corpo exausto, mas sua mente ainda fervilhava. Ele não conseguia se livrar da sensação de estar sendo perseguido, mesmo ali, em seu próprio território. Seus olhos correram rapidamente pelo barraco, como se esperassem ver o fantasma de Coringa surgir das sombras a qualquer momento. A imagem daquele sorriso sarcástico ainda o assombrava. Ele passou a mão pelos cabelos suados e, enquanto se jogava numa cadeira velha e rangente, a lembrança da ligação que havia recebido enquanto fugia voltou com força total. O toque do celular parecia ter ecoado pelas ruas desertas enquanto ele corria,

