Thais subiu lentamente a ladeira que levava à casa de Coringa. Já era tarde, mas a Rocinha nunca dormia. As luzes amarelas dos postes piscavam intermitentemente, e as ruas eram patrulhadas por homens armados. Thais não se surpreendia mais com aquilo. Era quase um ritual. Sempre que Coringa se ferira ou uma guerra estava prestes a começar, a casa dele se transformava em uma fortaleza. Dessa vez não era diferente. Ao virar a última esquina, viu a rua tomada por homens de Coringa, todos armados até os dentes. Homens jovens, com rostos sérios e olhares atentos, seguravam fuzis como se fossem extensões de seus próprios corpos. O clima era tenso. Eles estavam prontos para a guerra. Um deles se aproximou da moto, mas ao reconhecê-la e a Cláudio, apenas assentiu respeitosamente e deu espaço par

