~~CAPÍTULO 3~~
TRISTEN ROSS
O som do meu telefone ecoou no meu bolso, olhei para o desgraçado fodido na minha frente, seu rosto coberto de sangue que ele poderia imaginar que tem em sua vida. Seus pés trêmulos na posição na qual se encontra, suas mãos esticadas para o alto e suas pernas amarradas. Ele não sairá daqui até que abra a p***a daquela boca.
— Fala.
Eu disse, para quem que fosse que estivesse do outro lado da linha, olhei para o pequeno cenário formado, uma poça de sangue com algumas ferramentas que pretendo usar para exercer força bruta e muita dor.
Ele vai abrir a boca.
Eu quero saber quem informou a polícia sobre a localização onde aconteceria a troca da carga com os mexicanos.
— O senhor se esqueceu do compromisso com Chloe.
Michi, minha governanta informou, que compromisso?
— O jantar, senhor.
Merda.
— Eu sinto muito, me esqueci totalmente do jantar. Ela está muito chateada?
Eu questionei, devo admitir que não tenho tempo para cuidar da Chloe, sou o único parente disponível para cuidar dela, no entanto, eu não tenho tempo.
— Eu não sei senhor, ela não reclamou.
— Estou a caminho.
Encerro a chamada.
— Casa.
Eu afirmei ao Victor que permanecia sentado até aquele momento, dei dois passos antes de deslizar para fora da sala de tortura, lentamente, eu caminhei em direção dos portões principais, fora do galpão, entramos no carro.
— Eu acho que ele não sabe muito sobre o toque da polícia.
Victor comentou enquanto dirigi SUV.
— Eu não acredito que temos rato entre nossa equipe.
Comentei não crendo nisso.
— Vou averiguar se não instalaram microfones no escritório e farei uma ronda com a sua secretária.
— Cheque as denúncias.
— O senhor acha que pode ter sido uma coincidência?
— Nós estaríamos presos, se eu fosse investigado, não faz muito sentido, apenas uma viatura apareceu, eles foram checar por uma denúncia. E nosso informante não relatou nada anormal.
— Sim senhor, eu vou checar tudo.
Assenti. Chegado em casa, encontro minha governanta me esperando.
— Ela dormiu senhor.
Suspirei aliviado, eu não tenho que lidar com ela hoje.
— A escola ligou para informar que ela tem uma nova professora.
Troca de professores no primeiro trimestre não é muito comum, talvez tenha acontecido algo grave para essa mudança radical.
— Foi conhecer a nova professora?
Questionei indo até o bar servir uma bebida.
— Senhor, esse é a sua função.
As mulheres tem uma vocação especial para me tirarem do sério.
— Por que eu te pago?
Eu questionei incrédulo.
— Eu sou a governanta, não a babá, por exemplo, o segurança da menina fica desfilando por aí o dia todo até ela sair da escola, ele tem muito tempo livre.