Dentro do planejado

2983 Words
Eles não sabem nada sobre quem somos Eles não sabem sobre você e eu Eles não sabem sobre as estrelas dos seus olhos Oh amor de sangue quente vai te pegar Você quer provar que você é o melhor homem Você quer alcançar As coisas que ninguém consegue Oh tudo que você precisa é se libertar, sim Apenas continue dizendo para si mesmo não é nenhuma vergonha- Hot Blood -Kaleo Giacomo Bom dia Hunter - Ela falou baixinho, caminhando até a porta parando antes de sair,olhou para Hunter e logo depois com o rosto vermelho encontrou o meu olhar. Acenei com a cabeça permitindo que fosse, preciso pedir a Giuseppe para conseguir o número do seu celular para a convencer a almoçar comigo na sexta. Assim que a porta se fechou atrás dela, meu irmão mais novo ergueu a sobrancelha e caminhei em direção a mesa de bebidas precisando recuperar a cabeça que perdi com o t***o acumulado. Pelo visto não vou precisar te dar nenhum recado. Virei observando o sorriso pequeno no canto dos seus lábios apesar da tensão contida nos ombros, ele só aparenta estar curioso. Quais seriam? - Perguntei entregando um copo da bebida a ele. Conquistar a garota. - Refleti sobre isso lembrando de Katarina me instruindo sobre a cor das rosas. As duas últimas semanas rodando pela minha mente, para tentar acompanhar o que minha irmã poderia estar tramando, até chegar na conclusão mais óbvia. Ela vai fazer alguma coisa - Decretei, vendo meu irmão se sentar no sofá erguendo a sobrancelha em curiosidade. Tipo? Não sei, ela já tinha dado as instruções naquele dia, porque iria repetir a mesma coisa agora? - Questionei tentando entender o que elas poderiam fazer para mover alguma peça. Nossos celulares começaram a tocar no mesmo momento, puxei o meu vendo o nome de Don Sartori aparecendo, atendi prontamente escutando suas ordens para ir direto para a sede levando todos os meus homens avisando ser urgente. Hunter terminou a ligação próximo de mim com a mesma expressão. O que quer que elas tenham feito, deu certo - Ele falou sorrindo, terminamos as bebidas em um gole e saímos da sala. Hunter - Ele resmungou dentro do elevador - Demita a secretaria para mim, han? A risadinha do meu irmão preencheu o espaço pequeno do elevador espelhado e nem consegui ficar incomodado com isso, o gosto da boca de Giulia ainda está grudado em mim. Se aquela bambina soubesse todo o efeito que causa, sinto o peito apertado com a vontade de ter ela nos meus braços de novo. O que aconteceu? - Perdi a linha de pensamento com Hunter chamando e o elevador apitando ao chegar no térreo. Ela pegou a ruiva com a boca no meu p*u - O i****a disfarçou o riso com uma tosse, continuei sem esperar ele,atravessando o saguão.- Mas a convenci a dizer sim. Sorri diante da primeira conquista, ter a loira nos meus braços serviu como um combustível perfeito para o momento de tensão, quinze minutos depois estava entrando na sede da organização com os homens de confiança que Sartori pediu. Observei a movimentação intensa, alguns vestindo as roupas apressadamente e outros preparando as armas. Que merda elas fizeram? Logo, subi as escadas apressado em direção a sala do Don abrindo a porta pesada de madeira, todos os capos ali reunidos junto. Os irmãos De Angelis com os rostos furiosos na minha direção e o conselheiro Bernardi acenando em um cumprimento silencioso. Faltando apenas um representante da família Riina, a porta se abriu novamente com meus dois irmãos ocupando seus lugares como homens feitos de família na reunião. Descobrimos um traidor - Os olhos azuis de Enrico analisaram cada respiração dos presentes. - O cartel mexicano está se aproveitando do nosso territorio com a ajuda do Riina. As inspirações de surpresa foram geral, mas o movimento sutil entre Giovanni e Vicenzo acenderam minha curiosidade. Qualquer que seja a merda com Rinna esses dois sabem de algo. Recebi todas as informações tentando organizar os pensamentos em uma linha de raciocínio que relaciona a Diana mas tá tão difícil, como elas poderiam ter algum tipo de envolvimento com o cartel. Isso é praticamente impossível, recebi as ordens de Enrico, colocando a mim e meus homens na linha de frente para entrar no território sem deixar nenhuma dúvida da sua desconfiança sobre a minha falta de informações sobre a morte do Stefano. Filho da p**a. Organizei as equipes dentro da própria sede, somando aos homens de Jack que vão me acompanhar, Hunter irá conferir o funcionamento das boates dos Riina aqui em Nova York para procurar indícios dos negócios com os mexicanos. Observei as paredes escuras da sede com certa nostalgia dos momentos em que acreditei no Don, que a sua lei era a lei da família como foi a dos nossos avós na Itália, conversei com Giuseppe em particular sobre confiar a ele um pedido. No caminho para o aeroporto fui informado que Sartori iria comigo, uma surpresa e ao mesmo tempo o receio de suas desconfianças. Cheguei no aeroporto indo em direção a área dos jatinhos particulares, em poucos minutos Jack chegou acompanhado dos seus dois soldados de confiança. Acenei entrando dentro do jato da empresa, as poltronas de couro no longo corredor ostentando uma riqueza ignorada pela organização, afinal, contas lícitas não contam dentro do negócio. Sentei orgulhoso numa poltrona de janela sendo acompanhado por Jack ao lado, deixando duas poltronas para aguardar o Don, em todos esses anos ele nunca fez questão de aumentar o status de nenhum dos homens da minha família, nunca nos deu nada e mesmo com os casamentos das nossas irmãs garantimos os acordos visando apenas o que ficou por nosso direito. Lealdade claramente não significa muita coisa para Enrico Sartori, algo que vou me alegrar em mudar, observei o Bentley Bentayga blindado se aproximando ao mesmo tempo que Giuseppe apareceu no corredor se sentando mais a frente, senti a vibração do celular com a mensagem. Sem esperar abri a mensagem no aplicativo salvando o número. *Até sexta, Bella* Sério ?! - Virei encarando feio o i****a do meu irmão. - Imaginei que você fosse ao menos fingir que ia demorar a cair. Revirei os olhos, enviando a mensagem e bloqueando o celular, observei o Don descendo do carro e aproveitei para responder rapidamente. Já perdi tempo demais negando algo que quero. - Encontrei o seu olhar escuro. Não é uma novidade para nenhum deles o meu interesse na garota, entretanto sempre imaginei Giulia em um pedestal inalcançável para um executor, mas ela é digna de um Don. Levantamos dos assentos assim que Enrico entrou, esperando que o próprio se sentasse para ter a sua permissão com um aceno. Pedimos à atendente contratada para o voo nossas bebidas, Jack puxou uma pasta e começou a ler os documentos, não me importei em puxar conversa. Não é como se o velho aguentasse muito tempo em silêncio, recebemos nossas bebidas e cinco minutos depois com a aeronave taxiando pela pista ele quebrou o silêncio. É uma linda aeronave, Giacomo. -Fixei nossos olhares tomando um gole da bebida-O lucro das drogas parece ter aumentado. Sorri de lado, escutando o risinho baixo de Jack ao meu lado, fechamos os cintos com o alarme e a aeronave começou a sair do chão, esperei até terminar de subir para responder, atiçar a curiosidade. Sinto em decepcioná-lo, mas o lucro da minha família continua o mesmo dentro do nosso ramo de atuação. - Tomei outro gole da bebida passando o dedo sobre a borda, sem um pingo de paciência para as dúvidas de Sartori. - Devo agradecer a Hunter, nosso caçula é um gênio dos bons negócios. Inclusive se precisar de algum suporte para que suas empresas sintam-se à vontade para nos contatar, será uma honra fazer negócios limpos com o senhor. - Jack arqueou uma sobrancelha sorrindo para o homem. Terminei a bebida, entregando o copo ao atendente e negando a oferta de tomar mais alguma outra coisa. Não sabia que seus negócios estavam prosperando dessa forma, Giacomo - Observei o rosto firme com algumas olheiras e uns fios brancos despontando, o terno italiano sob medida e o olhar cínico tentando menosprezar a importância da minha família. O clima ameno dentro do avião não se alterou, apesar de ter a certeza de que a vontade de matar o Don está crescendo exponencialmente. Apesar de ter conhecimento das suas capacidades e da sua lealdade Giacomo, os irmãos De Angelis vieram ao meu encontro para solicitar que pare de investir em Giulia. Sorri entendendo o ponto, manter os irmãos calados como sempre sendo uma prioridade é uma pena que dessa vez tenho pensamentos diferentes. Giulia é uma moça de família solteira, Don Sartori. - Respondi tomando uma respiração - Ela já está em idade de casar. - Sugeri. Os olhos do homem se estreitaram e mantive o sorriso no rosto, indicando a minha intenção. Giacomo, filho.- Ele passou a mão pelo cabelo e olhou a janela. - Quando decidi que tomaria Anna para mim, não passava de um simples caporegime. - Arqueou uma sobrancelha na minha direção. - Entende que o status de Giulia requer que seja mais do que um executor? A pergunta minuciosa com segundas intenções, pairando no ar fazendo o silêncio pesar entre nós. Entendo Senhor, e em todos esses anos sendo um dos seus mais fiéis homens não lhe fiz um único pedido. - Joguei as cartas, vendo a expressão do homem mudar. Sabe que costumo cobrar caro por isso filho. - Seu sorriso se estendendo um acordo com o próprio d***o, m*l sabe ele que um bom aprendiz sempre segue os passos do seu professor. Tenho plena consciência, senhor. - Passei a mão pelo cabelo fingindo um nervosismo - Sempre soube a diferença existente, acreditava que ela iria se casar com Stefano inclusive. Ele sorriu entendendo o ponto. Meu bambino enlouqueceu por Beatrice, eram um casal perfeito feitos um para o outro. - Suspirou - Apesar de ser um bom negócio com os De Angelis, sua irmã tinha tudo para se tornar a próxima Mamma da família. Sorri em resposta às suas memórias falsas e mentirosas. Então compreende que Giovanni e Vicenzo se sentiram injustiçados pela minha família receber tal honra-Continuei com o seu aceno afirmativo.- A perda de Beatrice e Bianca - Suspirei contendo a emoção ao relembrar a perda - Me fez perceber o quanto desejo ter uma casa cheia de crianças, afinal, sendo apenas um executor o meu amanhã é sempre uma surpresa. Nisso você está certo filho, vou pensar sobre o seu pedido.- Suspirou - Quando voltarmos lhe darei uma resposta. - Ele se virou observando Jack - E quanto a você Jackson, é o segundo homem mais velho dos Costello e acredito que a morte das duas irmãs deva ter afetado os três então quando pretende tomar uma esposa? Virei o rosto para observar meu irmão, baixando os documentos e guardando na pasta, pegando seu copo com a bebida e tomando um gole calmamente, abrindo um sorriso discreto para o Don, a fama de puto dele não é pequena e a maioria das famílias tentam manter suas garotinhas afastadas de Jackson Costello. Tem razão Senhor, esse luto mexeu conosco de uma forma inexplicável.- Ele suspirou- O primeiro a casar pela tradição deve ser Giácomo, mas tenha certeza de quão logo isso se realize o próximo a lhe pedir uma benção serei eu. Engoli toda a revolta mantendo o personagem fiel e complacente, o rosto do Don se abriu em um sorriso, provavelmente por se admirar com a possibilidade de Jack casar. Já tem alguém em vista? - Arqueou uma sobrancelha com a especulação. Ainda não senhor. - Sorriu. Não fiz questão de prolongar a conversa e deixei o homem matutar suas ideias no restante da viagem até o Arizona. Assim, que desci do avião os acompanhando para o carro esperando sentir a vibração do celular. *Cuidado, volte para o almoço* Fiz um esforço inimaginável para esconder a felicidade pela resposta positiva de Giulia, sentindo que qualquer merda que minhas irmãs tenham feito ainda serei grato a elas. Chegamos na propriedade dos Riina sendo recebido por uma intensa troca de fogo entre alguns soldados e uma aparente invasão dentro da grande mansão, aos poucos fomos avançando para dentro derrubando um a um e percebendo que eram mexicanos. O Don nos seguia atrás se protegendo e agindo quando necessário, como se ele fizesse questão de fazer muita coisa Covarde. Dentro da mansão as coisas estavam todas destruídas, o corpo Mario Riina estendido no chão sem vida, ordenei a alguns homens uma patrulha dentro da propriedade para procurar mais invasores. Enquanto adentrei ao escritório junto de Don Sartori, logo seu Conselheiro chegou a casa e começou a analisar cada papel jogado. Me mantive afastado com Jack no canto da sala,esperando as ordens, em uma hora após olhar vários papéis observei o homem ficar vermelho os dois começam a destruir as coisas no escritório e chamam alguns soldados para pegar as coisas que dizem ser importantes. Troco um olhar de lado com Jack, curioso para entender o que tem nesses papéis mas prefiro aguardar. Espero que esteja ansioso pelo casamento Giacomo - Ergo a cabeça confuso pela mudança abrupta do homem. - Você vai assumir os negócios dos Riina em Nova York, então espero que não se incomode em ficar sem lua de mel. Diz sério e sinto um misto de emoções, p***a…. assumir as boates e aliar as drogas da minha familia com elas vai gerar uma comoção dentro da organização, irão nos ver com outros olhos diante dessa demonstração de confiança do Don. Claro Senhor. - Ele se aproxima e estende a mão, beijo sobre a joia da organização.- Obrigada pela confiança padrinho. Falo de cabeça baixa recebendo um aperto no ombro para fixar nosso olhar. Considere como um presente pela sua lealdade - Ele bufa passando a mão pelos cabelos - Parece que isso está em falta, se prepare para decepar cabeças filho. Aceno concordando com as suas ordens, entendendo que a sua caça às bruxas vai começar e finalmente ele vai me colocar fora do radar, ao seu lado. Jackson, não posso ficar sem meu executor na sede então acredito que possa organizar essa bagunça e lidar com essa parte das propriedades. - Diz sério numa ordem, encarando meu irmão. Darei o meu melhor senhor.- Ele acena e sai do cômodo. Ficamos parados parecendo duas estátuas olhando Bernardi, puto separando mais algumas coisas. Ele para nos encarando e começa a se movimentar com uma caixa para a saída. Não é uma forma bonita de se subir na hierarquia sob a traição alheia - Arqueio a sobrancelha, afinal não pedi nada. - Mas faça um bom proveito da oportunidade Giacomo. Conte com isso Bernardi. - Respondo sucinto esperando ele sair. Encaro Jack espantado balançando a cabeça e logo escutamos alguns gritos, corremos na direção e encontramos um homem sendo espancado pelo Don. Caralho, o velho ta puto mesmo - Jack murmura no meu ouvido. Contenho a resposta observando o homem. Em pouco tempo, ele abre a boca e começa a falar que fizeram uma queima de arquivos já que os Riina mantinham algum tipo de acordo com Ortega, informando sobre uma propriedade sua dentro do nosso território como prova da traição. Para terminar com chave de ouro, o homem diz que Salvatore Riina matou Stefano por ter descoberto a ligação com os mexicanos e que Mário descumpriu um acordo com o próprio Ortega que resolveu lidar com a situação dando cabo dos dois traidores. Mas a fúria do Don não foi contida, querendo a cabeça de alguém revoltado por não ter dado cabo dos ratos. Pegamos mais algumas informações com o homem, e organizamos tudo para invadir a mansão, o que só deixou o Don mais furioso já que havia poucos homens e o próprio Ortega já estava longe segundo eles. Esperei que se afastasse antes de ter que voltar para o aeroporto antes do anoitecer com Sartori, e abracei Jack para que ninguém escutasse. Essa raposa velha não engoliu isso por inteiro. Pois dê um jeito de fazê-lo engolir. Não sei que merda elas fizeram para conseguir isso, mas precisamos mover as nossas próprias peças Giacomo. - Respondeu se afastando e colocando a mão na minha bochecha em um cumprimento. Apertei seu ombro e segui na direção dos carros de Sartori. Ele não vai acreditar nessa história tá na cara que faltou alguma coisa, hm… preciso dar um jeito de participar do que ele quer procurar nos documentos, assim, vou ter uma noção do que está faltando. Pode ser a oportunidade perfeita de derrubar os De Angelis. Caminhei em direção ao Escalade partindo em direção ao Aeroporto, com as ordens de Sartori dispensei meu piloto para acompanhá-lo no voo de volta no avião da organização junto com o Conselheiro. Giuseppe se mantém calado na direção, nesses longos anos trabalhando juntos o soldado sempre se mantém em uma distância respeitosa ao mesmo tempo que palpita sem um pingo de medo em perder a língua o que acabou fortalecendo nossa relação, hoje o considero um bom amigo, mas negócios são negócios e não posso correr o risco de colocar meus irmãos em perigo apenas pelo desejo de desabafar ou conjecturar algumas coisas. Entretanto, ele sempre soube do meu desejo por Giulia desde que a vi pela primeira vez naquele cemitério, ainda estou chocado com a capacidade do pequeno anjo se imaginar qualquer coisa menos que perfeita. Os olhos azuis brilhando com medo e incerteza, devem ter sido marcados pelos dois idiotas que infelizmente descendem do mesmo útero. Minha missão de conquistar esse casamento vai ser mais do que um acordo, vou fazer de tudo para dar o melhor a ela, isso precisa ser o suficiente para que me perdoe, pois vou destruir cada parte daqueles dois infelizes com todo o prazer.
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