Assim que chegamos em frente ao vidro do quarto da UTI, eu a vi ligada a tubos e aparelhos, Andrea parecia tão vulnerável e serena ao mesmo tempo, trajada em uma roupa hospitalar, com os cabelos desgrenhados e a pele pálida, meus olhos seguiram para o monitor aonde seus batimentos cardíacos eram monitorados, eles pareciam tão baixos. Mordi a bochecha tentando segurar novamente o choro e as cenas de horas antes voltaram a minha mente, sua mão me apertando na hora do impacto, seus olhos opacos ao me dizer que sentia frio, sua mão perdendo a força quando seus olhos se fecharam e toda a angústia que agora me parecia mais do que eterna. Voltei a atenção ao seu rosto e fiquei ali por longos minutos que não sei distinguir quantos foram, até sentir uma mão em meu ombro me fazendo olhar para o la

