Anos depois.
LONDRES - Na aldeia Vampiresca.
Ben andava pelos corredores da mansão com seus guardas atrás dele.
Ele via as fêmeas vampiras tomando sol na piscina e sabia que ela não estava ali.
Ela nunca estava com as fêmeas.
- Sabe aonde ela está? - Ben pergunta ao guarda que andava a sua direita, Ted.
- Não senhor, com certeza na sala de treinamento - diz Ted já sabendo a quem o líder se referia.
Todos os guardas já sabiam sobre os treinamentos dela.
Balançando a cabeça com indignação Ben subiu as escadas comprimentando todos os que falava com ele.
Saber que aqueles vampiros só estavam vivendo felizes, apesar de tudo, por causa de seus esforço o fazia sempre se orgulhar de suas atitudes.
Entrando pelo a porta da sala repleta de mães e crianças, Ben comandou seus guardas a o seguirem para seu escritório.
Ele sabia que os guardas queriam ver suas fêmeas ou filhos, mais o problema que tinham para resolver era mais importante.
- Vocês já sabem o que vamos fazer hoje? - Ben pergunta ao cinco guardas vampiros que entra em seu escritório.
- Sim senhor - dizem em coro.
Ben estende um mapa sobre a mesa de madeira, da propriedade deles do lado da floresta, dividida com os lobos do castelo.
- Prestem atenção, aqui - Ben põe o dedo em cima de um pequeno desenho de pedra no meio do mapa. - É a fronteira. Somos proibidos de atravessa-la a não ser que comuniquem ao Rei. Por isso, vamos atacar o bando que esta nos importunando sem passar da fronteira, uma vez atravessada, só pode atravessar novamente, com a ordem de um beta ou de um alfa. Então não vou poder fazer nada com o i****a que atravessa-la, vocês serão deles.
Os guardas na sala assente em resposta e Ben, como muitas vezes, se orgulha deles.
- Senhor? - diz Ted, o vampiro loiro com uma expressão confusa. - vamos atacar com as armas de fogo tambem?
- Sim Ted, preparem os carros com as armas, vamos atacar com elas. - diz Ben riscando alguns pontos no mapa com um canetão vermelho. - lembren-se! Não é um ataque contra os lobos do Rei, nunca. Só vamos pegar as cargas de sangue roubadas pela aqueles lobos perdidos. Não desobedeçam nenhuma lei. E não matem lobos de matilha, temos um tratado de paz e temos que mate-lo, esta entendido?
- Sim senhor! - diz todos em coro novamente.
- Em meia hora, no campo. - Ben diz fazendo-os sairem para se prepararem.
Ben enrrola o mapa novamente e o guarda na gaveta de baixo. Saindo de seu escritório
logo em seguida.
Depois de comprimentar algumas pessoas no salão, Ben sobe para a sala de treinamento e finalmente a encontra.
Com luvas pretas nas pequenas mãos, vestindo uma calça e uma regata apertada, com os cabelos pretos presos ne um r**o de cavalo, deixando as duas mexinhas brancas de cabelo solta na parte da frente do rosto.
Marrie se encontrava na sala de treinamento que os machos de sua espécies usava.
Aquele era o horário em que eles saíam para fazer a ronda e deixava a sala vazia.
Era a única hora em que ela podia treinar escondido.
As femêas de sua espécies eram naturalmente fracas, e Marrie odiava isso.
Odiava o fato de que tinha que depender de um macho que a defendesse.
Odiava saber que era classificada como fraca, apenas por ser uma mulher.
Ela queria lutar.
Queria sentir a adrenalina que os machos diziam sentir quando se briga com alguém, ou quando volta de uma batalha.
Queria poder sentir aquela sensação de joelho ralado depois de brincar muito entre as pedras.
Mais ela nunca pode.
As femêas eram as prioridade para os vampiros, eram o que eles mais tinham de precioso, por isso eram cuidadas com extrema atenção e exagerado cuidado.
E Marrie era tratada com duas vezes mais exagero.
Seu tio Ben, era o líder dos vampiros.
E ela por isso era privada de diversas atividades.
Sempre andava com guardas ao seu lado, e por isso já conhecia a maioria deles.
- Não devia estar aqui.
Marrie para soco que ir dá no saco de boxe, e se vira com um sorriso no rosto para Ben.
- Já voltou tio? - ela diz colocando uma mecha branca de seu cabelo atrás da orelha. - achei que ia demorar mais.
- Fui bem rápido por que queria te encontrar antes de ir, mocinha. - diz Ben, semicerrando os olhos para ela.
Ben sabia que Marrie treinava escondido, isso nunca o agradou mais deixava para faze-la se sentir bem consigo mesma.
- Ir? Ir aonde? - Pergunta Marrie tirando as luvas e as colocando em cima da mesinha a frente.
- Te falei que ia resolver o problema da carga da sangue roubada, não?
- Ben! - diz Marrie abrindo um sorriso enorme no rosto. - será que eu posso .....
- Não. - Ben fala, cortando qualquer coisa que Marrie venha a falar.
- mais Ben, você disse que eu poderia assistir um ataque! - diz uma Marrie zanganda.
- sim, mais esse não, são lobisomens Marrie, não fadas irritantes.
- eu sei que são lobisomens e eu não vejo por que não posso assistir de longe! - exclama ela.
- você mais do que ninguém não deveria querer vêr um lobisomen Marrie, e eu já disse não!
- eu sei o que eu carrego no meu passado, e não vou odiar todos os lobisomens do mundo por isso Ben! - ela fala ja aumentando o tom de voz.
Marrie raramente se zangava com Ben.
Ele sempre a deu carinho desde da noite em que a salvara do ataque com seus pais.
E ela sempre o amou e respeitou suas vontades.
Mais odiava quando ele a tratava como se ela não lembrasse o que tinha acontecido naquele dia.
Ela mais do que ninguém se lembrava.
E mesmo que Ben se espantasse ou se zangasse quando ela dizia que queria vêr um lobisomen, ela não se importava.
Marrie acreditava que os lobisomens não eram como os monstros que assombrava seu passado.
E não ia odiar uma raça inteira, como Ben queria, por causa da tragédia que tinha acontecido em sua vida.
- Marrie, escute, pode ser um choque para você presenciar um ataque desse. E pode ser perigoso!. - diz Ben exasperado.
Marrie suspira levando a mão para sua marca desenhada por linhas finas e avermelhada pela a pele branca, que tinha no lado direito do pescoço em forma de lua minguante. Ela passou os dedos pela a marca na intenção de se acalmar, e por alguma razão isso sempre funcionava.
- Ben, entenda. - diz ela mais calma. - eu ja sou grandinha, e prometo ficar longe da aonde vocês ficarem. Eu só quero poder sair dessa casa, e não é para tomar banho de sol ou fazer as unhas.
- Marrie fique, eu só quero te proteger!
- mais você não pode me proteger do mundo inteiro Ben! - agora era Marrie que estava exasperada.
- seu pai não gostaria que a filha dele queira se colocar em risco dessa forma! - diz Ben apelando para a conciência de Marrie, mais ela não ia se abater.
- mais ele esta morto e você não é ele!
Assim que as palavras saiu de sua boca, Marrie se arrependeu de dizer.
Ben a salvou anos atrás, e cuidou dela como se fosse sua filha.
Ele sempre cuidou para que Marrie tivesse tudo, para que não se entristesse vendo as outras crianças crescerem com pais e festas em famílias, enquanto ela tinha um tio que infelizmente tinha que se ausentar para cuidar de seu povo em muitos momentos importantes da vida da garota.
Ela lhe deu um sorriso de desculpa mais Ben olhava para ela com um toque de desespero no olhar.
- tudo bem, mais - ele diz quando Marrie já pulava em seu pescoço de felicidade - você vai ficar cercada pelos meus guardas.
- Ben! Não! - diz ela o soltando irritada.
- se quiser ir - diz Ben com um sorriso no rosto, ele queria faze-la desistir - vai ter que ser assim.
- certo - diz ela também abrindo um sorriso.
- cercada por dez guardas!
- Ben! Não, menos!
- oito!
- quatro!
- sete!
- cinco!
- seis e se quiser! - diz ele a implorando com o olhar para ela desistir.
- tudo bem já vou indo para o carro! - diz Marrie dando um beijo no rosto do tio e o deixando na sala enquanto corria para o estacionamento rapidamente para Ben não voltar atrás em sua resposta.
Marrie nunca viu um lobisomen em sua vida que não fosse os de seu passado.
O desejo de provar para si mesma de que nem todos eram horríveis daquela forma a assombrava desde de pequena.
Ela vagamente tinha lembranças de sua mãe dizendo a ela que nem todos os lobos eram r**m, e ela queria comprovar por si mesma.
Marrie vinha pedindo a um bom tempo para o tio deixa-la ir assistir a esse ataque.
É claro que Ben ficou em choque com o pedido de primeira, mais aos poucos foi entendendo as razões da menina.
- Marrie o que faz aqui?
Marrie olhou para o lado vendo Ted, o vampiro braço direito de Ben.
Ela o conhecia desde de pequena quando Ben a salvou.
Ted era mais animado quando Ben não estava por perto.
Tinha um carinho especial por Marrie e adorava contar a menina sobre os ataques dos quais participava.
Ele já se enteressara por ela quando ficou mais moça.
Mais desde de que tinha achado sua companheira ele a trata-ra apenas como uma irmã ou amiga.
- Ben deixou eu vir. - diz ela saltitando para o carro em que Ted se encontrava.
- Ben? O que você fez para isso acontecer? - diz Ted te dando um sorriso e abrindo a porta do carro para ela.
- precisei de todo o empenho que você diz precisar ne uma guerra para convence-lo. - ela diz entrando no carro ao lado dele. - e aceitar ser escoltada por um batalhão de sangue sugas.
Ted abre um sorriso engraçado para ela.
- e acho que vai ter que usar colete.
Marrie solta um gemido de frustação mais não se deixa desanimar.
Ela iria vêr um lobisomen de verdade dentro de alguns minutos.
A anciosidade borbulhava nela.
Depois de um tempo conversando com Ted, Marrie nota um grupo enorme de vampiros machos se aproximando dela com Ben a frente.
- que isso Ben? Combinamos de ser só seis!
- e são, os outros vão comigo. - diz ele vendo Ted atrás dela. - eu estava te procurando Ted, você vai com a Marrie.
- então, não vou me divertir em nada né? - ele diz botando a cabeça para fora do carro.
- provavelmente - diz Marrie com uma careta. - eu não quero Billy comigo.
Billy, o vampiro atrás de Ben, faz uma careta para Marrie, que lhe responde com um sorriso.
- não me leve a mão Billy, mais já vai ser bem chato sem você lá.
Alguns vampiros riem e Billy abre um sorriso amarelo.
Marrie gostava de todos os guardas. Cresce-ra com a maioria deles do seu lado.
Nunca teve uma amiga mulher. Pois ela adorava se juntar aos meninos para os ouvir contar como foram os treinos e missões que faziam.
A maioria já se enteressa-ra por Marrie quando a mesma atingiu sua maioridade.
Seu corpo se desenvolveu rapidamente e ela ganhou certas curvas, suas duas mechas brancas no cabelo na frente do rosto, se destacando com os fios de
cabelos pretos.
Aos dezoitos anos quando Marrie parou de envelhecer, ela teve que lidar com vários amigos, e colegas seus querendo conquista-la.
É claro que nenhum teve sucesso e isso resultava em Marrie nunca ter, sequer, beijado alguém de língua.
- só diz isso porque Billy não é inrresponsável ao seguir os seus caprichos! - diz Ben fazendo os guardas para-rem de rir.
- Billy vai com você, Ted, Jhoshua, Controy, Pedro, e Coll também. Fiquem em guardas e não a deixem em nenhum momento, em nenhuma situação. Se acontecer algum imprevisto, a tragam de volta a mansão sem olhar para trás. - Ben fala e todos acenam com a cabeça - e lembram- se, passou da rocha maior que divide a fronteira, estão no territórios deles, são presas deles, e não poderam voltar mais.
- você anima qualquer um assim Ben! - falou Coll, um vampiro baixo, comparado aos outros, mais que fazia um grande estrago. - Marrie vai usar colete, não?
Marrie fez uma careta para Coll quando ouviu suas palavras.
Das poucas coisas que ela não gostava de usar, nas raras missões que iam, Marrie odiava usar o colete.
Feito de couro preto com listras verdes na vertical, que diminuia seu cheiro para os olfatos próximos, dificultando para quem estivesse a caçando, de encontra-la.
Como Marrie era baixa, um metro e sessenta, o colete cobria todo seu tronco, um pouco do seu pescoço, e batia em suas coxas. Quase impossibilitando-a de se mexer.
- Ben... - Marrie começou a falar mais foi cortada.
- lá vem ela com seu discurso de que o colete é pior que um sobretudo e lá lá lá... - disse Coutroy jogando dois coletes no porta malas do carro. - sugiro que os guardamos aqui e Marrie usa depois por preaucações, sinceramente não quero ouvir seu discurso hoje.
Marrie abre um sorriso e olha para Ben com esperança.
Com um aceno do mesmo ela fecha o porta mala e se vira para os seis vampiros que vão acompanha-lá.
- certo, só não tampem minha visão meninos, foi muito difícil conseguir ir.
- vamos te proteger de todas as maneiras, talvez a sua frente também - Billy responde e Marrie faz questão de ignorar seu comentário, se virando para Ben.
- quantos carros vão Ben?
- quatro, o seu é o último e o meu é o primeiro. - diz ele riscando um mapa com um canetão vermelho. - não saia dele e se comporte.
- eu me comporto até demais Ben - diz ela com um sorriso de anciedade. - mais não acha que quatro carros é muito pouco? Não seja orgulhoso e considere que os lobisomens são mais forte que a nossa espécie.
- qualquer espécie é mais forte que você não Marrie? - diz Coll com uma risada.
Marrie também ignora o comentário dele.
- fico honrado com sua preocupação Marrie - diz Ben enrrolando o mapa na mão - mais pelos meus cálculos e experiência vivida, os lobos perdidos nunca atacam juntos, na maioria das vezes é cada um por si, o que quer dizer que não vai ter muito deles.
- ainda acho melhor levar mais - diz Marrie meio aprensiva.
- ainda acho melhor você ficar - diz ele sério.
- bom, opiniões diferentes! - diz ela calando a boca e entrando no carro.
- ótimo rapazes! Preparem tudo e vamos! - Ben fala antes de entrar no carro preto a frente.
Minutos depois seu carro saí, passando pelo campo, logo vai o segundo seguindo o mesmo, depois o terceiro, e por último Jhoshua dirige o carro em que Marrie estava para seguir os outros.
- vê se não pira Marrrie. - diz Pedro me olhando.
- eu acho que você não deveria estar vindo. - fala Coutroy.
- deixem disso! Vocês sabem que eu sempre quis ver um lobo. - Marrie fala meio chateada com os meninos.
- só achamos que pode ser um choque para você vêr um lobisomen desse jeito! - fala Billy.
- você devia ter trauma, como uma pessoa normal!!
- talvez eu não seja normal!! - exclama Marrie colocando a mão na sua marca no pescoço.
Ela lhe trazia tranquilidade
- vamos deixar a Marrie em paz por enquanto. - diz Ted com um sorriso de lado. - por enquanto.
No tempo que levou para acompanhar os outros carros Colll e Coutroy começou a cantar uma musica de batalha e Billy e Ted começaram um jogo de cartas.
Marrie passava os minutos de espera contando as árvores do caminho e suspirando de ansiedade.
Seria mentira se dissesse que não sentia medo.
É claro que ela sentia medo.
As lembranças do dia em que seus pais morreram a assombrava até hoje.
Os olhos dos lobos que os atacaram ainda penetra a sua mente.
Não gostava quando diziam que ela não tinha medo ou trauma disso.
Depois do que aconteceu Marrie ficou muito tempo sem falar com ninguém.
Não chorava, não sorria.
Não conseguia demonstrar o que sentia.
Nem Ben sabia o que havia com a garota.
Ele trazia meninas da sua idade para fazer Marrie se divertir mais ela não gostava delas.
Ela nunca gostou de ninguém que fosse do sexo feminino.
Todas as garotas que ela conhecia eram fracas, e por serem tratadas de forma especial, eram todas mimadas e entediantes.
Não conversavam nem se interessavam por nada que não fosse vestidos importados, joias, e homens bem vestidos.
Marrie não se interessava por nada dessas coisas e se zangava quando Ben ou qualquer outro dizia que era para ela ser mais parecida com elas.
Ela se assustou sendo tirada de seus pensamentos quando o carro parou.
Ela derrubou o jogo de cartas dos meninos quando se esticou para olhar pela janela.
O carro aonde se encontrava, estava parado no meio de um caminho de pedras.
Os outros três carros seguiam mais sem diminuir a velocidade pelo o caminho.
- Jhoshua por que paramos aqui? - Marrie pergunta estranhando.
- é aqui que vamos ficar, Marrie. - responde Billy meio apreensivo para a reação da garota.
- como assim? Mais eu não estou vendo nada!! - exclama uma Marrie exasperada. - Ben disse...
- nós sabemos - diz Ted querendo acalmar a garota. - você vai vê-los, vamos subir em cima do carro.
Quando Marrie entende suas palavras um sorriso se gorma no tosto da garota antes dela saltar do carro saltitando.
- se acalma garota, - fala Coll com um sorriso, saindo do carro também - coloque logo essa b***a em cima dessa carro!
Se qualquer pessoas ouvisse o que Coll falava para Marrie ele podia ser preso ou ser castigado pela guarda vampiresca.
As femêas deviam ser tratadas com total respeito e adimiração.
Um arranhão ou uma voz elevada em nossa direção era questão de escandalo.
Mais Marrie tinha uma amizade com os meninos e apesar deles também a tratarem com cuidado, não eram tão chatos quantos os outros, principalmente Coll.
Com ajuda dos meninos, Marrie subiu em cima do carro e esticou o pescoço ao máximo para não perder nenhum detalhe.
Ela quase nunca saía de casa e essa era uma grande oportunidade.
As árvores ao redor eram grandes, cheias e verdes, um pouco gastas com o tempo e cheias de garras gravadas nos troncos.
Concerteza cenário de várias guerras.
As pedras pareciam muito mais pesadas que o normal, a grama e a terra no chão estava um pouco úmida por causa da chuva de algumas noites.
Marrie sempre quis andar na chuva, não tinha lembranças da infância fazendo isso e mesmo se tivesse não seria válida.
A garota queria sentir os pingos ne seu rosto, sentir o vendo frio que a companha a chuva nos cabelos.
Ela queria ser livre.
Livre para observar tudo que seus olhos captassem ao redor.
Livre para sorrir e brincar dentro ou fora de sua propriedade.
Ela entendia que lobisomens e vampiros eram inimigos e viver como iguais era impossível.
Mais ne seus sonhos mais profundos ela queria poder tocar um lobo.
Não com medo.
Mais como amigos, parceiros, o que for.
- eae princesa! Gostou de sair da torre?
Sua atenção foi chamada para Coll que estava em pé ao lado do carro, de modo relaxado.
- eu adorei!! Queria chegar mais perto.... - diz Marrie com um sorriso no rosto.
- seu limite é aqui princesa! - diz Coll com um sorriso.
Ela não gostou de ouvir isso.
Nunca gostava.
Ela não queria ter limites.
Queria poder sair de casa a hora que quisesse.
Queria poder andar e andar até os pés doerem e só assim voltar para casa.
Um movimento a sua frente chamou sua atenção, e Marrie viu os carros a frente pararem na estrada.
Pedro e Coutroy que estava a frente do carro estreitaram os olhos para vêr melhor.
- acho que vai começar a festa! - ela ouviu Coll dizer mais não lhe deu atenção, os vampiros dentro dos carros ja saiam deles e ela viu Ben sair com um olhar matador no rosto.
Sua postura era ereta, seus ombros firme, e suas presas saíram de sua boca.
Ele estava pronto para o ataque.
Assim como todos os outros vampiros ao seu redor.
Todos olhavam na direção da mata.
E Marrie segui seus olhar e com espanto era viu seus inimigos.
Lobos enormes e com diferentes tom de pelo, saíam de trás das árvores e mostravam seus dentes.
O coração de Marrie bateu mais rápido do que nunca e sentiu seus olhos se arregalar.
Ela sentiu algo tocando sua mão esquerda e viu os dedos de Coll apertarem os seus.
- se quiser ir embora.... - ele deixou a frase no ar para Marrie, como uma opção.
Ela rapidamente negou com acabeça e voltou o olhar para os carros.
Ela observou Ben falando algumas palavras com os lobos, e sabia que seu tio não estava falando de modo gentil e amigável.
Ele claramente estava sendo grosso e intimidador.
Suas palavras surgiu efeito pelos lobos que de longe Marrie percebeu que começaram a rosnar.
Antes que ela pudesse acompanhar os lobos saltaram na direçãos dos vampiros e esses atacaram.
Ela arregalalou os olhos quando alguns vampiros fincaram as suas presas nos corpos dos lobos enloquecidos.
Ela afastou a lembrança de seus pais que vieram a mente e se concentrou no presente.
Os vampiros atacavam com uma frieza arrepiante, evitando estraçalhar mais destruindo a todos.
Os lobos literalmente eram perdidos.
Não pareciam lobisomens, mais apenas lobos sem conciência atacando sua presa.
- uou!! Viu aquilo? Aquele lobo se ferrou!! - disse Coll empolgado.
Marrie passou o olhar pelo os outros e todos estavam com a mesma expressão, como se estivessem milhões de bolsas de sangue a sua frente.
Ela voltou seu olhar a frente e ficou imprecionada como depois de alguns minutos, os corpos de lobos caíam no chão.
Alguns com os pescoço rasgados, outros com balas no corpo.
Uma sensação estranha se apoderou do corpo de Marrie e ela teve um pressentimento ruin.
Alguma coisa estava errada ali.
Ela voltou o olhar para Coll e viu que o sorriso em seu rosto tinha sido substituido por um franzi nas sombrancelhas, assim como os outros.
- tem alguma coisa errada não é? - ela perguntou.
Coll mantia o olhar no ataque a sua frente, sua mão ja afastada da de Marrie.
- esta, alguma coisa esta errada. - disse Ted analisando o lugar em volta. - esta acontecendo rapido demais.
E quando a garota olhou novamente para o ataque, ela viu o que estava errado.
Vários lobos, enormes e aterrorizantes, surgiram ao redor, cercando os vampiros.
Marrie observou Ben, seu corpo parecia cansado, suas blusas estavam rasgadas e ele estava com um ferimento no ombro.
E nesse momento ela viu como os lobos eram superiores a eles.
Alguns que estavam no chão levantaram e ficaram sobre as quatro patas parecendo que não tinham sido atacados.
Ela viu a compreensão surgir no rosto de todos os vampiros quase ao mesmo tempo.
Era uma armadilha.
Faze-los ficar cansados e machucados com poucos lobos, e depois realmente atacar.
- droga, tem muitos!! - ela ouviu Coll dizer. - temos que ajudar Ted!!
- tem razão. - ela se virou vendo Ted acenar com a cabeça. - Pedro e Billy vão ajudar, Jhoshua dirige o carro de volta para a mansão, eu Coutroy e Coll vamos com você deixar Marrie que é nossa prioridade no momento e depois voltamos!
Antes que pudesse dizer alguma coisa, Marrie sentiu seu corpo ser levantado no ar e rapidamente já ser colocada dentro do carro por Coutroy.
Jhoshua assumiu o volante e Ted foi no banco do passeiro, Coutroy e Coll se sentaram um de cada lado de Marrie.
O carro começou a andar em ré e olhando de esgrelha Marrie viu dois olhos nas árvores do seu lado direito.
Não deu tempo de gritar, falar ou fazer alguma coisa.
No momento seguinte ela ouviu Ted gritar, e sentiu Coll abraçar seu lado direito e Coutroy abraçar seu lado esquerdo enquanto uma batida fazia o carro capotar.
Ela sentiu seu corpo ser lançado ainda abraçada aos meninos e sentiu quando se jogaram do carro.
Quando os meninos a soltaram ela viu Jhoshua e Ted correrem até ela, deixando o carro capotado para trás.
- esta bem Marrie? - Diz um desesperado Ted a analisando e esperando até ela acentir.
- precisamos ir!! - Coll pegou em sua mão a fazendo correr pela trilha de onde vieram.
Ela viu pelo canto do olho Coutroy correndo do seu lado esquerdo e Ted do seu lado direito enquanto Jhoshua ia atrás e Coll a guiava a frente.
Ela apertou seus dedos nos dele para não soltar.
Ela presisava dele por não saber em que direção ir e pelo fato dele a puxar, a ajudando a correr quase na mesma velocidade que eles.
Seus pés começaram a doer, mais ela se obrigou a correr como os outros.
Um rosnado ecou por perto e ela olhou para trás e com horror, viu um lobo marrom morder o pescoço de Jhoshua arrastando-o para trás.
Ela segurou um grito na gargânta e continuou correndo.
Ela seguiu Coll pelas árvores e com esforço se obrigava a pular os troncos caídos quando encontravam algum.
O mesmo rosnado se ouviu perto e Coutroy parou de correr para atacar o lobo.
Marrie se obrigou a não pensar em como ia acontecer a luta entre os dois.
Ela sabia quem ia vencer.
Depois de alguns minutos correndo, seus dedos começaram a suar e sem aviso Coll e Ted pararam e um segundo depois mudaram de direção.
- o que ouve? Não era por ali? - perguntou ela estranhando a mudança.
- eles nos alcançaram, estão tentando nos rodear!! - ela ouviu Coll gritar e enquanto olhava para todos os lados. - vamos tentar dar a volta!!
Tentar.
Eles iriram tentar dar a volta.
E se não conseguissem...
Marrie sacudiu a cabeça para espantar os pensamentos.
Eles tinham que conseguir.
Ela viu a cabeça de Coll virar para a esquerda e seguiu seu olhar vendo um lobo com a pelagem amarelada correr ao lado deles.
- cuida dela!! - ela ouviu Ted dizer antes de se chocar contra o lobo e os dois serem deixados para trás por Marrie.
- vai ficar tudo be....- antes Coll pudesse terminar a frase ele soltou a mão de Marrie quando foi lançado para longe com uma patada.
Com o impulso Marrie bateu contra um árvore e arranhou os braços nos galhos antes de cair no chão.
Só ai ela percebeu que devia ter posto a droga do colete.
Ela levantou o olhar para Coll que se jogava contra o lobo marrom com as presas para fora, o lobo parecia o mesmo que atacou Jhoshua.
Ela viu Coll bater a cabeça do lobo ne uma pedra e o outro se vingar mordendo seu ombro esquerdo.
Com um grito ela viu Coll cair com o peso do lobo e se desesperou.
Ela não sabia o que fazer.
Sua adaga estava na cintura mais não saberia usar agora.
Guiada pelo impulso ela pegou o maior galho que vira no chão e correu em direção aos dois.
O lobo não foi rápido o bastante e Marrie perfurou o galho em seu olho esquerdo o fazendo soltar Coll e o mesmo quebra o pescoço do lobo.
Isso não o mataria mas o deixaria desmaiado por um tempo.
Ele pegou Marrie pelo braço e com um puxão começaram a correr novamente.
Ela ouviu um rosnado perto e barulho de árvores se quebrando.
De repente Coll parou.
- escute Marrie! - disse ele a segurando pelo braço e olhando em seus olhos, Marrie viu o desespero dele. - não podemos continuar assim ou você não vai sobreviver!!
Ela notou a sua falta de preocupação consigo mesmo.
Sempre era assim.
- você precisa continuar correndo em frente e depois vire a direita, quando vêr a mansão vire a direita esta bem! Não vire para a esquerda é o território deles! Não vá até lá, vire a direita me entende?!!
- Coll... - diz a garota ja sentindo o desespero na voz.
- faça isso, vou tentar segura-los, você esta perto, vai!!
Ele soltou seu braço e sem pensar ou olhar para ele, ela começou a correr, forçando seu corpo cansado e machucado a continuar.
Ela ouviu rosnados e sons de briga mais se obrigou a continuar.
Ela iria continuar por Ben, e seus pais.
Ela viu de esgrelha seu lado esquerdo, cheios de árvores e barro, parecia ter um morro ali.
Seus cabelos grudavam em sua pele e seu corpo dava lugar ao cansaço.
Ela levantou o olhar para acima das árvores e apesar de ser baixa conseguiu vêr o telhado ao longe de sua casa.
A esperança preencheu seu peito no mesmo momento em que ela viu um lobo marrom ao seu lado direito.
Não.
Ele não podia estar ali.
Aquele era o lado para o qual ela tinha que seguir, o lado aonde ficava sua casa.
Ele não podia invadir seu território, mais se Marrie fosse naquela direção ia ir de encontro a ele e seria pega antes de dar dois passos.
Seu coração se acelerou quando o lobo chegou mais perto.
Ele ja podia tê-la atacado, mais queria que ela sentisse medo.
Seu tio dizia que eles preferiam atacar assim.
Ela viu seus pais morrerem novamente na sua frente, viu Ben ser atacado e cada um dos seus amigos ficar para trás para protege-la.
Ela tirou sua adaga de cabo vermelho da cintura que sempre estava ali desde quando ela descobriu a sala de treinamento e a roubou.
Ela iria lutar se precisasse.
Ela iria perder, mais não ligava.
Ela viu quando o lobo tomou a decisão de ataca-la e avançou sobre ela.
Sem pensar e apenas seguindo seus instintos Marrie se jogou.
Apertando o cabo da adaga e não se importando com o impacto ela se jogou para a esquerda se livrando de uma patada.
Seu corpo bateu no chão e quando pensou que ia parar no chão, ela percebeu que estava certa sobre pensar que parecia um morro.
Ela rolou morro a baixo batendo seu corpo nas pedras e nos galhos.
Tentou se segurar ne algum ramo ou tronco mais nenhum era forte para aguenta-la.
Ela rolou por um tempo sentindo o ar mudar e mais árvores aparecer.
Quando finalmente seu corpo parou no chão ela se obrigou a não desmaiar e se levantar.
Ainda segurando a faca ela olhou ao redor vendo o morro atrás de si e árvores ao seus lados deixando um caminho a sua frente.
Ela não podia seguir por ele.
Ela tinha virado a esquerda.
As palavras de Coll voltou a sua mente.
Não vire a esquerda é o território deles!!
Ela olhou para acima do morro não vendo nada se mover que não fosse as folhas ao vento duelando com o calor do sol ao meio dia.
Ela iria subir o morro novamente.
Talvez algum vampiro de seu clã tenha vindo socorrer os outros e poderia ajuda-la.
Dando um passo para trás ela sentiu suas costas bater contra uma parede, a impedindo de andar.
Quando se virou para vêr o que era, não encontrou nada, apenas o morro e as árvores ao longe.
Ela tentou dar um passo mais novamente bateu contra uma parede, uma parede invisível!!
Ela levantou a mão tocando o ar e sentiu como se fosse um muro de concreto a sua frente, a impedindo de passar...
O horror tomou conta de seu coração.
E ela olhou em volta procurando por toda parte e rezando para não encontrar.
Mais ela encontrou, e as lágrimas que estava evitando encheram seus olhos.
Ali estava.
A grande e cinza pedra com a marca de garras, marcando aonde estava a fronteira.
A fronteira que dividia as espécies.
A fronteira da qual ninguém poderia voltar se passasse.
Ela ouviu a voz de Ben em seus pensamentos.
- e lembrem- se!, passou da rocha maior que divide a fronteira, estão no territórios deles, são presas deles, e não poderam voltar mais.