Nadia se aproximou com a postura de quem nunca precisou pedir espaço, ladeada por um casal elegante demais para aquele pátio e por mais algumas pessoas que se moviam como extensão natural do poder que carregavam no sobrenome. Aurora reconheceu o brilho frio no olhar da rival antes mesmo de ouvir a voz, e sentiu a mão da própria mãe endurecer dentro da sua, um aviso silencioso de que algo estava prestes a romper. A mãe de Nadia foi a primeira a falar, o sorriso fino demais para ser educado, os olhos avaliando a outra mulher como quem mede um objeto fora do lugar. — Você ouviu a nossa conversa antes? — perguntou, com ironia calculada, como se já soubesse a resposta. A mãe de Aurora endireitou os ombros, o queixo erguendo-se por reflexo, pronta para responder, e foi nesse instante que Auro

