O corpo de cada um cedeu quase ao mesmo tempo, como se o próprio ar tivesse se transformado em veneno. O silêncio do labirinto era tão espesso que o som das respirações se misturava ao gotejar da água. As provisões jaziam abertas, esquecidas ao lado do riacho. Um a um, os competidores se renderam ao cansaço, encostando-se nas paredes, adormecendo entre o frio e o medo. Aurora resistiu o quanto pôde. A cabeça pesava, o corpo latejava, e o supressor ainda queimava nas veias, deixando a pele sensível demais, o coração fora do ritmo. Ela tentou se manter de olhos abertos, observando as sombras que se alongavam, mas o piscar se tornou cada vez mais lento. Nyssara sussurrou qualquer coisa distante, uma advertência que se perdeu no torpor. “Não dorme.” Mas o comando veio tarde. A escuridão a p

