Aurora percebeu a tensão antes mesmo de entender a cena, porque havia algo no ar que não vinha só da voz elevada nem dos corpos que começavam a se aproximar, mas daquele tipo de silêncio elástico que antecede o desastre. Ela seguia ao lado da mãe, ainda com a mão presa à dela, quando notou o círculo se formando perto da coluna de pedra, pessoas se inclinando para ver melhor, instrutores atentos demais para fingir que não estavam vigiando, e um desconforto coletivo que subia pela pele como um arrepio. Ruan estava no centro daquilo, rígido demais para alguém que tentava manter o controle, com a irmã e a sobrinha coladas às costas dele como se fossem parte do mesmo corpo, enquanto o irmão de Celeste ocupava o espaço à frente, grande demais, confiante demais, com aquele sorriso torto que só q

