Marcas Que Não Se Apagam

1144 Words

Helena m*l escutava a própria mãe. Ela estava ali, parada no pátio amplo da Academia, com o barulho das visitas se espalhando em ondas — risos nervosos, reencontros contidos, abraços rápidos demais para quem vivia sob vigilância constante — enquanto a voz materna falava sem pausa ao seu lado, despejando novidades da matilha como se aquele fosse um dia comum. — Você não faz ideia do caos que ficou depois que você veio pra cá — a mãe dizia, ajeitando o xale nos ombros. — A esposa do beta fugiu com um curandeiro, o conselho local quase entrou em guerra por causa disso, e ainda tem aquela história do celeiro queimado que ninguém quer assumir… Helena assentia por reflexo, o olhar perdido além do ombro da mãe, fixo a poucos metros dali. Thorne. Ele estava encostado próximo a uma das colunas

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