A selva de pedra parecia viva. A cada curva, o labirinto se estreitava um pouco mais, como se respirasse em volta deles. As torres quebradas projetavam sombras que se moviam conforme o vento passava por fendas invisíveis. Às vezes, o som parecia humano. Outras, lembrava um sussurro arrastado que não vinha de nenhum lugar. Aurora caminhava à frente, com Noah à esquerda e Selena logo atrás. Dante mantinha uma distância calculada, o olhar atento, e Helena seguia um pouco mais atrás, discutindo em voz baixa com Thorne, que insistia que estavam dando voltas. O som das vozes deles ecoava pelas pedras, mas, aos poucos, até a discussão se perdeu na vastidão. O grupo parou quando o corredor se abriu num espaço mais amplo, uma espécie de praça em ruínas. No centro, havia uma fonte seca, o mármore

