O Eco infantil estava parado ali, tão perto que o ar entre eles parecia vibrar. O rosto pálido, os olhos brancos e vazios, o sorriso torto que não pertencia a nenhuma criança viva. A criatura inclinou a cabeça, permitindo que o barulho fraco de ossos estalando se misturasse às risadas distantes do labirinto. Quando abriu a boca, o chamado saiu doce e podre ao mesmo tempo, como um segredo perigoso envolto em sedução infantil. — Mãezinha… Selena perdeu o controle das mãos e deixou a flecha cair. O som do metal tocando a pedra ecoou alto demais, como se tivesse sido atirado dentro de uma caverna. O chão tremeu sob os pés de todos, um movimento profundo, lento, cheio de intenção maligna. Dante empalideceu e deu um passo na direção de Aurora, o corpo inteiro pronto para reagir, mesmo enquanto

