A visita dos familiares não serviu apenas para m***r a saudade; ela escancarou, sem piedade, a diferença brutal entre quem tinha um mundo inteiro segurando sua mão e quem só tinha os próprios ossos para não cair. No pátio, de um lado, a área “nobre” parecia outro torneio. Tecidos melhores, perfumes discretos, guardas se mantendo a uma distância respeitosa, sorrisos treinados, palavras escolhidas como se estivessem diante de uma plateia invisível. Celeste estava ali, cercada pela família como se fosse uma joia rara que precisava ser polida e protegida antes de voltar para a vitrine. O pai, um homem com postura rígida demais para parecer humano, segurava o queixo da filha com firmeza cuidadosa, analisando cada centímetro do rosto dela, como se estivesse procurando por falhas. — Olhe para m

