O labirinto inteiro parecia respirar atrás deles, como se a escuridão tivesse ganhado ossos, boca e fome. Não havia tempo para raciocinar e nem para analisar o perigo; todos os competidores que haviam sobrevivido à noite avançavam em direção ao grande portão de saída, guiados apenas pelo instinto primário de permanecer vivos. O chão vibrava sob os pés, como se pequenas mãos invisíveis tentassem puxá-los de volta a cada passo, e os Ecos da Ínfima surgiam em intervalos cada vez menores, assumindo formas que rasgavam a mente e torciam a lógica. Aurora tentou correr com força suficiente para manter Dante ao seu lado, mas o peso dele a puxou para trás. Ele ainda respirava, mas estava sem forças, o corpo rígido, a mente perdida na visão que o Eco havia arrancado dele. Quando ela tentou erguer o

