Chegou o grande dia da minha formatura, depois da cerimônia meus pais irão dar uma pequena festa. A única coisa que me deixa triste é que Anya não estará aqui... porque Reinier teve que agir igual um merda?
Tudos sabem como mamma, tia Ava e tia Emma são grudadas, e por causa do que ele fez está quase impossível juntar todos. Anya e Damon nunca mais vieram para a Itália, quem vem normalmente é tia Ava ou tio Sávio. Nós vamos para a Rússia, o único proibido de ir para lá é Reinier. Queria que essa situação se resolvesse, mas não depende de mim, apenas sinto falta de quando todos estavam reunidos.
A cerimônia passa rápido, chego em casa e vou trocar o vestido, estou mais ansiosa para ver o Oli, faz alguns meses que não nos vimos pessoalmente, mesmo conversando todo dia por mensagem sinto saudade dele. Ao descer para o jardim encontro Oli e meu fratello conversando, pelo jeito estão falando dos Wallerius, Reinier não superou a Anya, deve ser consciência pesada.
Abraço Oli, fazendo meu irmão nos dar espaço.
— Não vai me dar um abraço de parabéns?— Pergunto.
— Você já está me abraçando.
— Eu te abracei mas você não me abraçou.
Oli abre um sorriso lindo, ele me abraça tirando meus pés do chão.
— Reinier estava te importunando perguntando da Anya novamente?
— Estava, Reinier sempre pergunta dela, acho que ele gosta da Anya e apenas meteu os pés pelas mãos.— Oli sempre tenta amenizar as coisas.
— Não acredito que uma pessoa que ama a outra possa fazer algo assim, ele machucou a Anya.
— Pelo que meu pai disse amor nem sempre é fácil, as vezes ele desabrocha na adversidade e em situações complicadas.
— Ainda penso que o amor não deve machucar.— Digo firme.
— Você tem uma ponto.— Oli sorri sedutor.
— Eu vou achar alguém que me ame como a deusa que sou.
Ele gargalha.
— Está duvidando?— Continuo.— Olha o tamanho do meu pai, e quem manda lá em casa é a mamma.
— Lá em casa não é muito diferente .
Olho para o lado procurando minha irmã, encontro ela sentada com Leo e Ben, os três são muito amigos. Normalmente Sophie se sente desconfortável perto de outros homens sem serem os da família, mas o filhos de tia Emma são tão educados que até minha irmã gosta deles.
— Se Sophie gostasse de homem, diria que no futuro teria um casamento entre a família Lynch e a D'Angelo.— Digo para meu amigo.
Oli faz uma expressão estranha.
— Talvez haja.
— Não...— Digo sorrindo.— Mesmo ela se dando bem com seus irmãos, Sophie não curte isso.
— Não tem chance mesmo?
— Claro que não, ela é amiga deles... pelo menos não fica apavorada igual fica na presença do Damon.
— Não era sobre isso que me referia...— Ele resmunga.
— Então era sobre o que?
— Nada não, só estava pensando longe.
Foi isso que Oliver falou, mas seu rosto parecia dizer outra coisa. Isso me deixa chateada, ele nunca me escondeu nada. Sou sua melhor amiga, não devem ter segredos entre nós
Quando ia insistir para ele me contar, tia Emma e tio Bernard chegam para me parabenizar, nisso acabei deixando para lá.
Foi uma noite perfeita, também estavam aqui tio Rocco e tia Luna, Belle e Zayn, pra mim é muito estranho chamar Zayn de tio, ele é tão jovem. Minha família é meio maluca, Zayn é meio irmão da mamma e ele namora Belle, filha do tio Rocco, e minha prima de sangue mesmo. Já meus pais são primos indiretamente, seus pais eram irmãos, só que minha mãe é adotada, os dois se conheceram quando eram adultos e se apaixonaram. Por mais maluco que isso tudo pareça, não existe laços de sangue entre os casais.
Tia Emma e tia Ava são muito amigas da minha mãe, elas se consideram irmãs, por isso as chamo de tia. Falando em tia Ava. ela não veio, mesmo assim me mandou um presente.
A comemoração ocorreu bem, minha mãe não quis convidar pessoas desnecessárias, ela tenta separar nossa vida privada o máximo possível da máfia. Nem sempre consegue, afinal nascemos nesse mundo.
Depois de tudo terminado, consigo convencer Oli a ir dar uma volta de carro comigo. Na verdade queria um tempo a sóis com ele, tive que ficar dividindo sua atenção com os outros, já disse que sou uma amiga ciumenta.
Reinier empresta o carro, saímos para o passeio escondido. Oli tirou o paletó e dobrou a camisa, deixando-o com um ar sedutor.
— Você fica gostoso assim.— Digo.
Oli freia o carro de supetão.
— Como?— Me olha sem entender.
— Oli, você é gostoso, não sou cega. Mesmo sendo meu melhor amigo tenho que admirar a belezura que tia Emma e tio Bernard fizeram.
Ele fica todo sem jeito e volta a dirigir.
— Você me acha mesmo bonito?— Ele pergunta sem me olhar.
Chego conseguir ver suas orelhas vermelhas.
— Isso nem é pergunta que se faça.— Dou uma gargalhada.— Sem contar o charme e jeito de bom moço.
No caminho ele para me comprar um sorvete, e paramos numa praça para ver as estrelas.
— Tenho um presente para você?— Oli tira um caixinha no bolso.
Entrego o sorvete para ele, pegando a caixa, dentro tem um colar com pingente de sol.
— É lindo, Oli... coloca pra mim.
Trocamos novamente, e ele coloca o colar em meu pescoço.
— Pra você sempre lembrar que é meu sol... você é tão linda que ilumina meu dia com apenas um sorriso.
Oli herdou mesmo o charme do tio Bernard, meu coração chegou bater mais alto.
— Sorte de quem for sua escolhida, vai ser o mesmo que ganhar na loteria.— Sorrio para ele.
— Acha mesmo?— Aceno que sim.— Você namoraria alguém como eu?— Ele baixa a cabeça.
— Quem não namoraria você, Oli?— Rio da pergunta.— Você é o namorado perfeito, que Reinier não me escute, mas bem melhor que ele. Tomara que ache alguém educado, gentil e carinhoso como você.
— Quem sabe não precise procurar tanto...
— Quem sabe, né?— Resmungo.
— As vezes a pessoa certa ainda não me notou...
— O que você disse?— Pergunto rápido.
— Nada.— Oli vira para o outro lado.
— Não acredito que está pegando alguém e não me contou?— Puxo seu rosto.
— Não.— Suas bochechas ficam vermelhas.
— Oliver Lynch.— Digo séria.
— Não tem ninguém, Athena.— Baixa a cabeça.
O silêncio reina por algum tempo enquanto olhamos as estrelas.
— Athena?
— Sim...
— O que sou para você?
— Que pergunta estranha? Você é meu melhor amigo. Achei que já tinha enjoado de escutar isso, de tantas vezes que já repiti.
— Apenas seu melhor amigo?
Oli está esquisito hoje, viro para o encarar, nunca vou me cansar de dizer como ele é bonito, ao mesmo tempo que tem um olhar sedutor, tem um sorriso gentil.
Oli é um partidão.
— Não... você não é apenas um amigo, é a pessoa que mais confio no mundo, meu confidente, a pessoa que conhece todos os meus segredos, que aguenta meu jeito avoado... que sempre me dá a mão quando preciso, praticamente meu irmão. — Ele dá um sorriso fraco.— Você é meu amorzinho... Satisfeito?— O abraço.
— Claro...— Sua voz parece triste.— Você também é meu amor.— Ele me abraça, beijando meus cabelos.
Mesmo Oliver dizendo isso, sinto uma barreira entre nós agora. Como se existisse algo que ele não estivesse me falando.
Deve ser coisa da minha cabeça.
*Pessoal, comentem bastante pra ajudar no engajamento do livro.
Me siga no i********: @ange.pontes