Emboscada

1237 Words
Tamires On Sai da delegacia e fui ver o Estevão. Não sei porque mais não estou confortável com essa operação. Em seis meses aqui já estive a frente de outras operações e nenhum me senti insegura mais essa na Paraisopolis está com algumas ponta solta que não tô gostando. Já estive lá e sei bem que eles tem apoio de policiais corruptos, afinal qual favela não tem. A operação foi um êxito, porém essa agora é coisa grande. Tem sequestro, tráfico, tráfico internacional e prostituição internacional. Briga de cachorro grande. Cheguei na anti sequestro e Estevão já estava a minha espera. - Bom dia delegada. Cada dia mais linda. Dei num sorriso sem graça - Bom dia Estevão. Quais as novidades. - UAU sempre direta ao ponto. Assim eu apaixono ainda mais. Balanço a cabeça em negativa - Vai Estevão. Preciso resolver isso o quanto antes. Essa operação traz muitos riscos. Quando estávamos conversando o celular dele toca. Eu fico ali parada sob vários olhares e logo Estevão se aproxima. - Tamires tem que ser hoje a operação. Adiantaram a venda das meninas e todas já estão sendo obrigadas a engolir as drogas. Temos que agir senão toda a operação vai pelos ares. Meses de investigação perdidas sem contar que hoje chegou uma carga milionária de drogas lá. Meu informante tá observando tudo. Aquela carga que você pegou era maior. Mais essa de hoje também é grande. Me lembrei que na operação de três meses atrás eu apreendi uma carga svaliada em 6 milhões de reais entre drogas e armas. Ia abastecer a São Paulo toda. Foi um sucesso e com essa apreensão eu ganhei muito destaque. Desde de então tento esconder meu filho ainda mais. Nem Estevão sabe dele. Na delegacia somente o Edi sabe que sou mãe. Meu menino e meu ponto fraco, por ele eu mato e morro. - Estevão e arriscado. Não estamos preparados. Esse transporte era pra daqui três dias. Oque mudou? - Não sei. Se você não vai eu e minha equipe invadimos sozinhos. Olhei pra todos olhando aquela discussão e respondi. - Tô voltando pra delegacia pra reunir meu pessoal. Nos encontramos em 30 minutos na entrada do morro. Sai dali cabeça a mil. Tento falar com Edi e nada dele atender. Precisava dele do meu lado. Meu amigo e um dos melhores atiradores que conheço e nele posso confiar. Cheguei na delegacia, reuni todos e chamei o batalhão pra operação. Estava saindo quando meu celular toca. 📲 On - Edi estava te ligando pois preciso de você. Onde está? - Oi mãe sou eu. Estamos no shopping. Quando ia falar Edi pega o telefone. - Oi amiga. Estamos nos divertindo. E você já se divertiu com o delegado gostoso? Bufei e respondi. - Para de falar essas loucuras perto do meu filho. E não, não me divertir. Estou indo na operação de Paraisopolis e precisava tanto de você. Tô preocupada com essa operação. Um silêncio se fez presente - Tamires não vai. Por favor. Cancela essa operação. Liga para o Gael Salazar e informa os riscos. - Não meu amigo. Não posso falhar. Não posso toda vez que me sentir insegura com algo ligar para o desembargador. Ele é um grande amigo, porém já tem seus problemas. - Não vou te fazer desistir não é mesmo ? - Não meu amigo. Já que não estará lá comigo, por favor cuida do meu rapazinho até eu voltar. Diga a ele que o amo e que tudo que faço é pelo bem dele. Vou nessa meu amigo. Deus me proteja. Entrei na viatura e seguimos rumo a Paraisopolis. Chegamos e estranhei não ver o Estevão na alinha de frente. Logo o batalha da anti sequestro entrou junto com a operações especiais e eu em seguida com minha equipe. Fomos subindo e logo começa uma rajada de balas. - Vamos procurem proteção. Vamos Vamos. Comecei a dar as ordens e seguindo pelos becos até onde seria o cativeiro e o depósito. - Dra. Eles estão nos fechando. Oque faremos. Chamava no rádio e nada. Olhava e via vários policias caídos. Logo o rádio toca. - Delegada abortar missão. Eu e meu pessoal estamos saindo. Tem algo errado nessa operação. Escuto uma rajada bem próxima de mim e vejo um dos meus caindo nos meus pés. Pego o fuzil e vou com tudo e derrubo uns 4. - Sanches cadê o Estevão? Estou presa num beco. Estou sozinha agora. Não acho ninguém. Não escuto nada do outro lado e várias balas passando rasante em mim. Andei mais e encontro cinco dos meus num beco. - Sanches seu filho da pütä. Da apoio aqui pra nós. Vamos morrer. Nada de resposta. Pego meu celular e ligo pro Estevão e pra minha surpresa ou não está desligado. - Delegada oque vamos fazer ? Não sairemos daqui com vida. Você nos trouxe aqui pra morrer. Aquelas palavras vieram com um peso terrível. - Caralhoooooo Matias. Tô encurralada igual vocês. Aquele desgraçado do Estevão nos mandou pra uma armadilha. Mais ele vai pagar por cada amigo nosso que morreu aqui. Vi um dos vapor do morro caído e peguei seu fuzil. Sai do beco que estava e fui metendo bala aos quatro canto. Eu nem me reconhecia. - Bora. Vou dar apoio pra vocês sair dessa p***a. Vou até o inferno atrás daquele filho de um caralhö. Com muita bala trocando pra lá e pra cá eu e meus policiais conseguimos sair do beco. Já estava perto da saída do morro quando sinto um puxão no meu braço. - Você fica piranh@. Olhei pro lado e lá estava o desgraçado do Estevão. - Você nunca me enganou seu merdinha. Cuspi no chão e sinto meu rosto arder com um tapa. Meu batalhão deve ainda estar lá em cima, pois tem muita troca de tiro ainda. Ordenei para os policias que estavam comigo sair e eu fui sendo puxada pelos cabelos pelo lixo do Estevão. Quando estava num certo ponto vi alguns dos meus num beco e num reflexo peguei minha faca no colete e enfiei na perna do miserável que caiu já cheio de sangue. Atrás do joelho e fatal. Sai dali correndo e acabei sendo baleada no ombro antes de chegar nos meus. A dor era lancinante e eu só pensava no meu filho. Fiquei olhando Estevão de longe e logo uma moto para e leva ele.. Agora sim e guerra. Estava ferida e dois dos três policiais que estavam ali também já estavam bem feridos. - O negócio é o seguinte. Atira pra matar qualquer policial da anti sequestro. Eles estão agindo na covardia e isso aqui foi uma emboscada pra me matar. Se eu não sair viva, peçam perdão a família dos que nos perdemos aqui. Falei firme porém cheia de dor. Peguei a 9mm carreguei, conferir os dois fuzil e só pensei no meu filho. - Bora saiam daqui que eu vou cobrir vocês. Os meus policiais olhou pra mim e não iam sair - Não vamos te deixar aqui delegada. Soltei um grito. - E UMA ORDEM c*****o. SE SALVEM E PEÇAM REFORÇOS. VÃO AGORAAAA COMECEI A ATIRAR E OS AJUDEI A SAIR DALI QUANDO OLHEI PRO LADO LEVEI OUTRO TIRO NA PERNA, MAS NÃO DEIXEI BATIDO ATIREI NA CABEÇA PRA MATAR MESMO. Senti uma dor terrível e quando olho estava perdendo muito sangue. Estava no beco encurralada e perdendo os sentidos.
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