Macho Rodado

1140 Words
Tamires On Acordo cedo e agora é hora de agir pra vida. Chega de ficar pensando em macho rodado. Primeira que fiz ontem quando saí do apartamento do tal la eu joguei o chip fora, pois com certeza Camila vai me ligar quando o irmão disser quem eu sou. Camila sempre foi uma ótima amiga, mas não passava da faculdade e as vezes algum barzinho com os amigos após as aulas. Bem agora vou ali acordar um rapaz e ver como está seu humor. Nunca vi como se parece com o pai. Abro a porta e ele já está sentado na cama arrumando alguma coisa na mala. - Bom dia meu filho. - Oi mãe. Bom dia. Me perdoe pela forma como falei ontem. Só não quero ver você sofrer novamente. Quero que seja feliz mamãe. - Ho meu filho. Eu te amo tanto. Obrigado por sempre cuidar de mim e ser meu companheiro. Agora vamos embora que daqui a São Paulo tem chão. Aluguei um carro pra gente ir. Vai ser uma viagem diferente. Eu e você. Sempre dirigi. Mas após umas dificuldades vendi o carro, afinal trabalhava perto e o dinheiro ajudou nos estudos do meu filhote e a pagar babá. Saímos do hotel e fomos direto para o início de uma nova vida. Em São Paulo tenho um amigo que irá me ajudar com o cargo que tanto sonho. - Mãe por que não podemos ficar aqui no Rio? Meus amigos estão todos aqui Fico triste por ter que levar meu filho pra outro estado e o pior é mudar toda sua rotina. Não é fácil, porém necessário. Filho tenha paciência. Te prometo que estou tentando fazer o melhor pra você e pra nossa vida. Ele me olha e se vira pro lado. - Sabe mãe, eu não sou criança mais não. Sei que estamos em dificuldades e por isso vamos tentar em outro lugar. Só estou triste pois daqui uns dias faço 13 anos e não terei meus amigos pra conversar. Mais os amigos não são nada. Pra mim morar no Rio de Janeiro e uma esperança de um dia encontrar meu pai e entender porque ele nos abandonou. Uma lágrima desce e logo vejo um posto - Filho vamos parar e comer algo. Assim nós distrai um pouco. Sempre que o Maximiliano fala do pai eu sinto um aperto enorme. Falei que ele foi embora. Ela pensa que tudo foi pela minha gravidez, mas seu que não é isso. Ramon nunca soube da minha gestação. Nas como ele saberia se ele evaporou no mapa até a noite anterior. Comemos e seguimos a estrada. Max estava visivelmente triste e eu me culpava por isso. Fui fraca e não dei ao meu menino a vida que ele realmente merece. O restante da viagem foi tranquila. Estamos nos adaptando na cidade e eu já consegui um trabalho e estamos indo bem. Max já está estudando, porém desde de que pisamos em São Paulo ele tem mudado muito. Já tem 6 meses que estamos aqui e desde de então não soube de mais nada do Ramon. Sinto falta da Camilla, ela sempre foi uma ótima amiga. Fiz o completo concurso pra delegada e passei. O edital já estava em andamento e com a ajuda do Gael eu já fui chamada. Tem um mês que estou a frente da delegacia de narcóticos. Como sempre deixo Maximiliano na escola e sigo pra delegacia. Estou vendo se acho uma pessoa aqui pra me ajudar, pois vindo aqui todos os dias coloco meu filho na mira dos bandidos. Chegamos e max se vira pra mim - Mãe posso ir na casa de um amigo após a aula ? Ele também veio do Rio de Janeiro e não tem muitos amigos. - Não Max. Você sabe que não tenho tempo pra essas coisas. Hoje vou pedir o Edi pra vim te buscar. Estou no meio de uma operação grande e meu tempo você já sabe. Então espero que volte pra casa e me espere de porta trancada. Vou ficar te olhando pelas câmeras. Ele me olha e sai batendo a porta e gritando. - E sempre isso. Nunca tem tempo pra mim, se amenos você tivesse escolhido um pai melhor pra mim eu não seria esse fardo. Ele nem espera eu calar nada e entra na escola. Sigo pra delegacia e lá tenho mais problemas. - Bom dia dra. - Bom dia Edi. Respondo sem ânimo - Hum deixa eu adivinhar. Problema com o pequeno príncipe. Ele é um agente aqui e um ótimo amigo. Edi e gay, mas não se enganem o danado a maldade em pessoa. Entro na minha sala e ele vem. - Quer conversar minha rainha ? - Aí Edi, não sei oque faço. Max cada dia fala mais no pai. Eu nem sei onde ele anda e pra falar nem quero saber. Mas quer saber deixa de conversa e vamos ao que interessa. Ele me olha e não discute. Começamos a analisar as informações que chegaram e realmente tem uma carga enorme pra sair de uma favela e o destino é tráfico internacional através de mulheres, as famosas mula. - Dra. O chefe do morro do Paraisopolis o tal jacaré está com um esquema grande com os gringo. Precisamos agir pois segundo informações ele tá fazendo família de mulheres inocentes refém pra as obrigar ao tráfico. Paro e analiso tudo. Realmente preciso agir - Edi preciso de apoio pra essa operação. Ele me olha e sorri. - Hum o delegado Estevão vai amar te ter por perto. Dá uma chance pra ele. Vocês formam um belo casal. - Lá vem você com esses papo. Estevão e um ótimo amigo nada mais . Estevão e delegado da anti sequestro, ficamos duas vezes porém não deu química. O beijo não foi bom e eu nem quis experimentar o resto. Resumindo, 13 anos sem fazer um sexö. Me dou prazer e por enquanto tá bom. Confesso que várias vezes fiz isso pensando no pai do meu filho e logo depois me odiava por isso. Desde de o nosso último encontro eu não paro de pensar nele. Pensar em suas palavras e principalmente o porquê ele sumiu sem nem me dizer um adeus. Mas vida que segue - Ei planeta terra chamando.... Dra. Dou um pulo da cadeira e olho para Edi que está sorrindo. Além de amigos de trabalho eu o considero um irmão que a vida me deu. - Edi tem como pegar o Max na escola novamente pra mim. Vou na operações especiais falar com o Bruno sobre a operação de amanhã. - Vai lá amiga. Vou pegar o Max e ir no shopping com ele. Esse menino precisa sair de casa. Deu meu cartão pra ele pois o Maximiliano pode não estar com o dele. Lhe agradeço e saio.
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