Capitulo 2

1175 Words
Sexta feira chegou, e eu não tinha arrumado nada. Talves se eu conseguisse falar com a Bruna, e pedir mais uns dias, eu não tinha dinheiro, ja que dei quase todo meu dinheiro pra ela, pra ajudar com as despesas, e ainda faltava muito pro proximo pagamento. A sexta chegou ao fim, e passei o dia todo tentando falar com a Bruna, mas sem sucesso. Qaundo cheguei em casa encontrei minha bolsa de roupas na porta da casa, e a porta trancada, tentei destrancar com minha chave mas ela nao abriu. Otimo, agora estou na rua, sem ter pra onde ir, e sem um real no bolso. Comecei a caminhar, pensei em achar um ponto de onibus alguma coisa proximo da empresa, se eu teria que ficar ate segunda feira em algum lugar. Achei um ponto de onibus e fiquei ali sentada, minha barriga roncando de fome e eu sem ter um real pra comer alguma coisa. As vezes me perguntava de que adiantava viver, se era só pra passar raiva e necessidade. Tinha que ter alguma forma de eu resolver a minha vida, era tudo que eu conseguia pensar. Algum tempo depois, um carro parou e pra minha surpresa era o Cassio, o rapaz que trabalhava no setor de TI da empresa. Ele sempre me cumprimentava e sempre foi muito gentil comigo. Ele parou o carro, desceu e perguntou o que eu estava fazendo ali. --eu nem sei.. --como assim? Vamos eu te dou carona, esse horario nao passa mais nenhum onibus. --ér, não obrigada. --ta esperando alguem? Posso esperar aqui com voce, para nao ficar sozinha. --não ta tudo bem, pode ir. --eu não vou te deixar aqui sozinha. Respirei fundo. --eu nao tenho pra onde ir. --como assim? Onde voce mora? --eu estava morando com uma amiga, mas ela começou a morar com o namorado e me pediu pra sair. --E nao esperou voce encontrar um lugar? -- ela me deu ate hoje. Isso ela falou quarta feira, mas em poucos dias eu nao consegui encontrar nada. Meu estomago decidiu dar sinal e fazer barulho, Cassio escutou, nao tinha como não escutar o barulho que fez. --Voce esta com fome, vamos. --vamos pra onde? --vamos comer algo. --eu nao tenho dinheiro, pode ir. --O que voce pretende? Ficar aqui na frente ate segunda feira? --bom, acho que sim. --para ne, vamos, eu te ajudo. Achei estranho ele oferecer ajuda, nao estava muito acostumada a isso, na verdade eu nao estava acostumada a muita coisa. Acabei entrando no carro dele e seguindo. Ele parou em uma lanchonete e pediu dois x buguer, só tinha visto em televisão, sempre pareceu uma delicia, mas nunca tinha comido um de verdade, no orfanato nos nao podiamos pedir comida de fora, pelo menos eu nao podia. A maioria das meninas saiam as vezes. Algumas estavam ali por escolha dos pais, eles achavam que elas seriam melhores educadas ali que em casa, e algumas tinha herdado algum valor em dinheiro, então podia comprar algumas coisas, e comidas diferentes. Pessoas como eu que m*l tinham um sobrenome, não podia fazer muita coisa. Depois de comer, Cassio me levou pra casa dele. Ele tinha um quarto mobiliado sobrando, e pude dormir ali. Passei o final de semana com ele. Assistindo televisão, ele me apresentando a filmes que nunca pensei que pudesse existir, e comendo. Acho que nunca comi tanta besteira como esse final de semana. Tudo que ele dizia que era bom e eu falava que nao conhecia ele comprava. Cassio se mostrou ser um rapaz incrivel. ELe contou sobre a vida dele, eu contei sobre a minha. E como num passe de magicas, a segunda feira chegou. Eu ia com ele trabalhar, e voltava com ele. Ficamos assim, por alguns meses, ate ele me convidar pra um jantar romantico. Eu acabei aceitando. ELe me ajudou muito, e mesmo quando recebi meu salario e ofereci para pagar metade do aluguel ele não aceitou, alegando o apartamento era dele, e ele não pagava aluguel. Ele nao me deixou pagar por nada, mandou eu economizar e comprar as coisas pra mim. Depois do encontro romantico, e devo admitir que foi muito romantico mesmo, voltamos pro apartamento e demos nosso primeiro beijo. Seguimos assim por mais alguns meses, ele entendia que eu não estava pronta pra dar um passo mais. Havia começado um cursinho de secretaria com apoio dele, e estava finalmente achando que a vida era boa, e que nada podia estragar. Mas não podemos ter esses pensamentos, porque as coisas podem sair da linha. E foi o que aconteceu. Eu havia ganhado um aumento, e a chance de ser secretaria de Leandro Borin. Ninguém mais ninguém menos que o filho do dono da empresa, eu estava muito animada com essa vaga. Sai mais cedo do serviço e fui pra casa, feliz pra contar para Cassio sobre a novidade. Não fui de carro com ele, pois ele estava de férias, ele estava me levando e me buscando no serviço, mas como queria fazer surpresa pra ele, eu acabei indo de ônibus. Levei quase 2 horas pra chegar no apartamento. E quando cheguei na porta comecei a escutar uns barulhos diferentes. Sera que ele estava com alguns amigos no apartamento? Abri a porta devagar para não fazer barulho, e percebi que o barulho vinha do quarto dele. Tinha roupas intimas femininas pela sala, e algumas roupas dele. Fui mais perto e pude ouvir a conversa deles. -- como sabe que aquela sonsa não vai chegar? --relaxa amorzinho, ela não faz nada sozinha, eu vou buscar ela no emprego. --hahaha porque você esta com aquela garota afinal? --ah sei la, estou me divertindo. --você é c***l hahaha As risadas estavam ecoando na minha mente. Não consegui pensar me muita coisa, entrei no quarto em que eu dormia ainda sem fazer barulho juntei minhas coisas e sai batendo a porta atras de mim. Estava novamente, sozinha na rua. A diferença e que agora eu tinha algum dinheiro. Mas não tinha onde ir, e não conhecia mais ninguém. Cassio dizia que as pessoas na empresa não eram legais, não eram boas pessoas e que eu devia ficar de olho aberto. Na verdade a pessoa que eu devia ter ficado de olho aberto era ele. Sera que ele não queria que eu falasse com outras pessoas pra não saber a verdade sobre ele? Agora as perguntas ficavam martelando na minha cabeça. Cheguei a conclusão que homens não prestam, mas se for ver, as mulheres tambem não. A Bruna nunca mais falou comigo, achei que fosse minha amiga, mas nem isso. Não sei o que fiz pra ela, e se eu soubesse eu pediria desculpas. Segui estrada a fora, ate passar por um barzinho. Decidi entrar e tomar uma agua, afinal não bebia nada alcolico. Tinha tentado, mas acabei ficando muito tonta e passando m*l. Cassio deu risada e me chamou de fraca, na hora achei engraçado, mas agora, vejo que ele no fundo nunca foii uma boa pessoa. Fiquei com tanta raiva que decidi pedir uma cerveja.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD