A mansão estava iluminada como se fosse para um baile, mas o cheiro no ar era de pólvora e traição. Os homens da máfia inglesa circulavam pelo grande salão, taças de cristal nas mãos, sorrisos falsos nos rostos. A música ao fundo era baixa, elegante demais para aquele tipo de encontro. Ralph estava de pé, perto de uma das janelas. O terno alinhado, a expressão impassível. Adonis a poucos passos dele, de olho em tudo, como sempre. Louis sorria como se o mundo fosse dele. Passava entre os convidados, cumprimentava, fingia segurança. Mas Ralph conhecia o irmão. Conhecia até o que ele tentava esconder. Louis estava inquieto. No centro do salão, uma mesa enorme tinha sido montada. Faltava algo naquela cena. Ou melhor, faltava alguém. Georgina. Louis ergueu a taça. — Meus senhores, obr

