Georgina havia levado o cavalete até a varanda do quarto que ela e Ralph ocupariam ali na mansão. Não um quadro qualquer — queria algo grande, forte, digno de ser pendurado acima da cabeceira da cama que dividia com Ralph. Era a forma dela de marcar território, de dizer: que gostava dele. Usava um vestido leve, branco, e por baixo, uma calcinha de renda preta. O tecido voava com o vento, esvoaçante, e quem passasse embaixo — os soldados de confiança, os homens que faziam a ronda do jardim — não tinham como não ver. Mas ninguém ousava dizer nada. Eles baixavam a cabeça ou desviavam o olhar, como deviam fazer. Sabiam muito bem quem era ela e sabiam ainda mais que eram Ralph. A cada pincelada, Georgina se sentia mais firme, mais ela mesma. Pintava com calma, os cabelos presos de qualquer je

