Amanda O dia amanheceu com um brilho estranho, diferente, como se o próprio céu tivesse se lembrado de sorrir. Acordei antes mesmo do despertador tocar, os primeiros raios de sol atravessando as frestas da cortina e riscando o quarto com tons dourados. Abri os olhos e percebi, de imediato, que havia algo novo dentro de mim. Uma sensação que não se parecia com nenhuma outra que eu já tivesse experimentado. Era como se uma chama suave tivesse se acendido no meu peito, aquecendo cada parte do meu corpo. O coração batia rápido, mas não de ansiedade; era um ritmo leve, esperançoso, quase como se estivesse dançando sozinho. Sabe quando, raramente, você tem a impressão de que tudo conspira a seu favor? Que até o silêncio da manhã parece cúmplice, cúmplice de algo grandioso prestes a acontecer?

