Despedida

655 Words
Sabrina on: Acordo e percebo que não estou em casa, estou no hospital, logo entra uma enfermeira e vem falar comigo: Enfermeira: Oi vejo que já acordou, como esta se sentindo?- diz com um sorriso no rosto.- Sabrina: pode-me dizer porque estou aqui e onde esta meu pai?- ainda tinha esperança que fosse tudo um sonho.- Ela fez uma cara não muito agradável e disse: Enfermeira: Sabrina o seu pai...então seu pai faleceu, ele chegou sem vida ja aqui,aliás os meus pêsames, voce entrou em choque e teve queda de pressão, acabou desmaiando a sua empregada chamou o bombeiro e trouxeram-lhe para cá, mais já está tudo bem e mais tarde receberá alta e poderá voltar para casa.- diz seria Sabrina : Lúcia está aí? - pergunto curiosa, só preciso de um abraço dela agora. Enfermeira: está sim, ela ficou aqui no quarto desde que vocês chegaram, ela só saiu agora para tomar um café, daqui a pouco o médico volta para conversar com você e lhe liberar - diz saindo do quarto. Logo entra Lúcia com os olhos inchados e vermelho ela trabalha em casa a 20 anos e sei como deve ser difícil para ela também. Ela senta no meu lado e pergunta-me: Lúcia: querida já sabe o que vai fazer?- eu nem pensei nisso. Sabrina: não ainda, mas de uma coisa eu sei, não irei morar com tio Alberto e a sua mulherzinha. Eu não gosto do meu tio e da sua mulher. Ela estava grávida e fez questão de contar para todos da família que tirou o bebé, pois o dia que o meu tio morresse não precisaria dividir a herança com ninguém, o meu tio continua com ela ainda, pois também ne os dois são farinha do mesmo saco e se merecem. Lúcia: eu estava com medo de escolher ficar com eles sorte que você tem maturidade para escolher a coisa certa querida.-diz pegando na minha mão. Dona Lúcia ficou comigo a noite toda, eu receberia alta so de manhã, o médico achou melhor para ter certeza que eu não passaria m*l a noite, pois tive um choque muito grande. [...] 7:30 Recebi alta e fui para casa tomar um banho e trocar-me para o velório do meu pai, coloquei um vestido preto soutinho e prendi o meu cabelo num coque frouxo, nada de mais não to em clima de arrumar-me e to literalmente destruída, também não estou preparada para ver tanta gente me perguntado como estou. [...] Fui para o velório e foi exatamente como imaginei, toda hora vinha alguém perguntar se eu estava bem, aquilo deixava-me mais m*l, tentei ser forte pelo menos na frente dos outros. Fiquei lá até o último minuto e quando eu vi eles enterrando o meu pai a minha ficha caiu, eu gritava para não colocarem ele lá, eu sabia que seria a última vez que veria ele, então o meu mundo desabou e um pedaço de mim, foi com ele, ele foi enterrado com mamãe. Esperei todos saírem e fui até túmulo deles, tinha uma plaquinha "Laura Carvalho Milani 1970 – 2014 Seja humilde, pois até o Sol com a sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar" Aquela frase fez-me chorar muito, pois mamãe sempre falava aquilo, e também tinha uma foto dela na plaquinha. A do papai foi mandada fazer também e jája estaria ali. Fiquei um tempinho ali conversando com eles e decidi ir embora já estava escuro e Lúcia estava-me a esperar lá fora. Voltei para casa literalmente destruída, tomei um banho para tirar toda aquela energia má, ja eram 19:30 da noite. Fui arrumar as coisas, amanha será o primeiro dia de aula na faculdade não estou nem um pouco afim de ir mais irei me esforçar, pois meus pais nunca gostaram que eu faltasse ainda mais no primeiro dia, sei que eles entenderiam se eu não fosse, mas eu preciso ocupar a minha mente .
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