*** Samara *** Acordei cedo quando Leonardo saiu nos primeiros vestígios de luz da manhã, já que ele tinha compromisso. Estava na cozinha quando ouvi o telefone tocar e por alguns últimos segundos consegui atender a ligação de um número desconhecido. Isso reforçava a ideia de que eu precisava trocar o número de telefone urgentemente. A voz grave, familiar, porém desconhecida me despertou. — Bom dia, Samara — disse o homem do outro lado da linha. — Como está? O suspense me deixava nervosa. — Quem é? — Não lembra da minha voz? Não, e eu juro que a única coisa que minha cabeça pode pensar, era em Valério me ligando para marcar o dia da minha morte. — Se eu me recordasse não teria perguntado de quem se trata — falei arisca com a minha péssima mania de falar com pessoas que faz

