*** Leonardo *** Meus pés arredaram no chão sem a possibilidade de dar aos meus joelhos a vontade própria de andar. Valério estava ali, com carne sobre os ossos e sangue sujo e nojento correndo por suas veias, o homem que desestabilizou o sistema de segurança de Nova York fugindo e pagando propinas. — O que faz aqui? — Minha voz estava baixa, justamente porque eu não conseguia respirar e falar ao mesmo tempo. Eu precisava digerir, ele ali, em minha frente. — O que eu já deveria ter feito há muito tempo: sair daquela merda de prisão. Mas, aquilo é passado. — Seus olhos rolaram por meu corpo, observando cada centímetro da roupa que eu usava. — Um Valasco tão elegante, nem parece aquele caipira que m*l saía da fazenda! Mas

