Capítulo 3

1325 Words
Capítulo 3 — VOCÊ! Não era ninguém menos que Ryan Iversen. Senti nojo. Ele tinha acabado de voltar para a nossa alcateia e já estava aos beijos com garotas! Ele arqueou uma sobrancelha e respondeu: — Sim, sou eu, e para sua informação, é minha festa, baby. Fiquei furiosa quando ele me chamou de "baby". Meu telefone não parava de tocar, então ignorei ele e continuei andando. Parei um pouco mais à frente para atender a ligação. — Pai. — Onde você está, Allison? — B-bem, pai, eu vim a uma festa. — Festa? Que festa? A voz do meu pai soava desesperada. Ele sempre se preocupava muito comigo. Como eu era uma Ômega, ele e minha mãe sempre cuidavam da minha segurança. — Uma festa da minha escola. Vim com a Teresa, então não se preocupe, pai. Ela vai me deixar em casa. — Que alívio. Você não estava atendendo as ligações, então sua mãe ficou preocupada. — Diga a ela que eu voltarei logo. — Tudo bem, se cuide e volte em segurança. — Sim, pai. Ele desligou, e eu suspirei. Não contei para ele que eu estava em um clube. Eu não era mais uma criança, então eles não precisavam se preocupar tanto comigo. Me virei para voltar até Teresa. Mas no momento em que me virei, me assustei. — Acabou de falar? Fuzilei Ryan com o olhar. — Você quase me matou de susto. O canto esquerdo dos lábios dele se levantou levemente. — Bem, a maioria das garotas morrem ao ver meu rosto bonito, baby. Ele piscou para mim e riu ao ver minha reação surpresa. Ele não parecia ser alguém com quem eu pudesse brincar. Suas roupas pretas lhe davam uma aura sombria. Eu não contei para ele quem eu era. Talvez ele não me reconhecesse, assim como eu não o reconheci quando o vi pela primeira vez. Dei um passo para passar ao seu lado, mas ele me impediu. — Aonde você vai? — Me deixa ir. — disse em um tom frio. — Tsk. E o prejuízo que você causou? Quando ouvi suas palavras, olhei para cima. Ele era muito alto. Era, de fato, bonito, mas isso não me chamava atenção. Ele não era um bom garoto. — Que prejuízo você está falando? — perguntei. — Você acabou de arruinar meu momento com uma bela garota. Agora, quem vai pagar pela compensação? Fiquei confusa. Do que exatamente ele estava falando? Ele deu um passo em minha direção, e eu me assustei. Os botões da camisa dele estavam abertos. Sob a luz fraca vinda de trás de mim, eu podia ver seu peito. "Esto quod es" Estava escrito ao lado direito de sua costela, com quase quinze centímetros de altura, cobrindo boa parte do lado dele. Era difícil não notar. Antes que seu corpo quase encostasse no meu, empurrei seu peito com força. — Fique longe de mim. Saí correndo do canto, mas acabei esbarrando em outra pessoa. — Como continuo esbarrando nas pessoas hoje? — suspirei e resmunguei. Infelizmente, era Ethan. Quando ele me viu vindo do canto, fez uma careta. Ao olhar atrás de mim, seu semblante ficou sério. Ryan apareceu no canto enquanto eu virava a cabeça. Ele sorriu ao ver Ethan. Voltei meu olhar para Ethan. — Com licença. Me afastei dele e fui em direção à pista de dança. Teresa não estava em lugar nenhum. Comecei a procurá-la. Para encontrar Teresa, continuei empurrando levemente as pessoas na pista de dança. Uma mão agarrou a minha e me puxou para fora da multidão. — Aqui está você! Onde você estava? Quando voltei para o bar, não consegui te encontrar — disse Teresa, ofegante. — Meu pai me ligou, então fui atender. — Pensei que tinha te perdido no clube. — disse Teresa, me abraçando. — Vamos embora. — murmurei. Ela assentiu para mim, e saímos do clube. Respirei fundo quando o ar fresco atingiu meu rosto. Eu me sentia sufocada por dentro até sair de lá e me sentir viva novamente. Festas definitivamente não eram minha praia. Clubes não eram meu lugar. Eu era feliz com uma vida simples. Essas pessoas não eram como eu. Suas vidas eram drasticamente diferentes da minha. Caminhamos até o carro de Teresa e entramos. Teresa ligou o carro. — Onde você estava, aliás? Te procurei quase o clube inteiro. — Eu estava em um canto. — Ah. Não procurei nos cantos. Minha culpa. — Hmm… — olhei para fora. — Por que você está com o humor tão r**m? — Conheci o cara mais ridículo que já vi. — Quem? — Alguém que só sabe incomodar garotas. Ouvi o som de uma risada. Virei a cabeça para Teresa. — O quê? — perguntei. — Você parece irritada. Quem deixou minha melhor amiga brava? — Aquele Ryan Iversen. — murmurei. — O QUÊ? — ela gritou. — Ei, para de gritar. Se concentre na estrada. Não quero morrer. — Allison, o que ele fez? — Nada. Eu estraguei o momento dele, então ele pediu uma substituta. — Que absurdo! — Pois é. Eu o empurrei antes que ele pudesse chegar perto de mim. — Aquele desgraçado! Suspirei quando Teresa começou a xingar Ryan. — Allison, fique longe do Ryan. Eu descobri várias coisas sobre ele. Ele era um playboy na última escola. Todo mundo de fora o conhece, principalmente as garotas. Ele é muito popular entre elas. Ele não namora, só tran... — OKAY, OKAY, PARA COM ISSO. — Gritei e a impedi de continuar. — Não quero ouvir essas besteiras. — Tudo bem. — Teresa fechou a boca e continuou dirigindo em silêncio. Chegamos à minha casa. Saí do carro. — Obrigada, Teresa. — Eu não deveria ter te chamado para ir comigo. Só fiz você se sentir entediada. — Não, eu gostei do momento com você. Então, obrigada de novo. Foi uma experiência nova. Teresa assentiu e sorriu, então foi embora. Entrei em casa e vi meus pais me esperando. Jantamos juntos, depois fui dormir. Na manhã seguinte, acordei cedo. Depois de me vestir para a escola, minha mãe insistiu para que eu tomasse café da manhã antes de sair de casa. Meu pai riu. — Qual a pressa? — Pai, vou chegar atrasada. — Diga a eles que foi seu pai quem te atrasou. — Balancei a cabeça. — Pai, ninguém sabe que eu sou a filha do beta. — Por quê? — Não quero chamar atenção. Eles vão começar a me tratar de forma diferente, e eu não quero isso. Igual fazem com o Ethan. Minha mãe falou: — O Ryan também vai estudar na sua escola. Assenti e continuei comendo. — Luna Ella me pediu para te perguntar se você poderia mostrar a escola para ele, já que ele é novo. Parei e pensei: "Sim, ele é novo e já começou a beijar garotas." De repente, meu pai balançou a cabeça. — Não, ele não é como o Ethan. Você pode ser amiga do Ethan, mas não do Ryan. Não quero você perto dele, entendeu? Olhei para meu pai, confusa, mas depois percebi que todos já conheciam a personalidade de Ryan. Então, era melhor ficar longe dele. — Não se preocupe, pai. Vou ficar longe dele. Minha mãe não disse nada. Terminamos o café da manhã em silêncio depois disso. Peguei um ônibus para ir à escola. Quando cheguei, percebi que as garotas estavam em uma variedade de humores. Algumas pareciam felizes, enquanto outras estavam deprimidas. Eu estava andando pelo corredor quando vi Ethan. Julie estava com ele. Eles estavam de braços dados, indo para a sala de aula. "Será que eles se acertaram ontem à noite?" pensei. Senti meu coração apertar. Desviei o olhar e fui para o vestiário. Abri meu armário, mas fiquei chocada quando alguém bateu a porta com força e ficou atrás de mim. Assustada, me virei. — O que te fez pensar que eu não te reconheceria, Allison Clark?
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