Implorando perdão

1705 Words

PERIGO NARRANDO Eu já tava na boca desde cedo. O sol nem tinha se erguido direito no céu e eu já tava sentado na cadeira de plástico, com a pistola na cintura e os moleque em volta, cada um na sua função. Aqui não tinha espaço pra vacilo. Cada um sabia onde pisava, cada um sabia o peso do silêncio e o preço da traição. Ser dono do morro não era só poder, era responsabilidade, cobrança e sangue na mão. Eu conferia as anotações de um dos vapores, os relatórios de entrada e saída, cada centavo que circulava. O dinheiro não podia sumir, nem por engano. Aqui o erro custava caro. Maicon — Perigo — se aproximou. — O fulano da Baixa ainda não acertou a dívida. Já passou o prazo que você deu. Levantei o olhar pra ele, traguei devagar o cigarro e soltei a fumaça pelo canto da boca. — Tá me diz

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