JASMINE NARRANDO Eu ainda estava ali, sentada na clínica, sem acreditar no que os olhos viam. O teste tinha mostrado positivo, e meu coração disparou. Não era um positivo qualquer, era a prova concreta de que eu estava gerando uma vida, uma vida que eu não queria, uma vida que eu não tinha planejado, uma vida que mudaria tudo. Eu olhei pra tela, olhei pra doutora, olhei pra minha mãe, e tudo parecia irreais. Carla — Você gosta de me contrariar, Jasmine — a voz da minha mãe, cortou o silêncio. — Eu falo pra você não fazer uma coisa, e você vai lá e faz! Quer o quê? Ter um filho com ele? Você não sabe que ele já tem envolvimento com sua irmã? Eu engoli em seco. Tentei falar, mas a voz não saiu. Ela continuava a me esculachar, com aquele olhar penetrante, aquele tom de quem não admite con

