Capítulo 20

1058 Words
Bruno: Vem, gruda em mim, anda abaixada.- falou me puxando pra trás dele. - Pra onde a gente tá indo ? - perguntei assustada, mas quem disse que ele respondeu ? Continuamos andando, Bruno sempre me segurando e segurando sua arma com a outra mão, me colocando pra trás dele, o rádio dele não parava de apitar. XXX: É a polícia, eles tão tentando invadir.- um dos meninos falou pelo radinho, não conseguir identificar pela voz. Bruno: Fogueta eles, não deixa subir. - Pra onde vamos, Bruno ?- os tiros continuavam, cada vez mais próximo Bruno narrando: Essa foi a pior hora que esses p*u no cu decidiu invadir, justamente quando Emilly estava na rua, eu nunca iria me perdoar se algo acontecesse com ela. Emilly estava vindo atrás de mim abaixada, enquanto eu guiava o caminho, pegando atalhos pelo morro que ela nem imaginava que existia. Estava chegando próximo de casa, já tava chegando na saída do beco, quando um dos menor caiu, sendo atingido. Segurei a mão de Emilly puxando ela pra se abaixar mais, ela tava totalmente assustada, eu queria tirar ela dali, não queria que ela tivesse visto nada disso. Encostamos no muro da varanda de uma casa que tinha ali ficamos abaixados, destravei a arma e coloquei a cabeça pra ver se tinha alguém vindo. O policial que atirou no menor veio conferir e terminar oque ele começou, disparou mas tiros no cara no chão, rebanho de filho da p**a. Ele não estava me vendo, tava focado na covardia que estava fazendo, atirei diretamente no peito dele, fazendo ele cair no chão. - Espera aqui.- falei me levantando e indo em direção ao policial que tava no chão, ele tava agonizando, não ia demorar pra ele bater as botas. Logo os fogos começaram a tocar, sinalizando que eles estavam recuando, vencemos, conseguimos mais um dia. Emilly: Ele tá morto ?- perguntou olhando o corpo no chão. Fui em sua direção, abraçando ela, desviando o rosto dela pra que não olhasse isso, não queria que ela presenciasse nada disso. - Vem, vamos lá em casa.- segurei ela que tava tremendo, não conseguia parar de olhar pro policial que tava no chão. (...) - Quer água ?- perguntei a Emilly que se mantia a todo momento calada, veio o caminho todo sem falar uma palavra, esse silêncio todo tava me deixando agoniado. - Emilly?- chamei por ela mais uma vez, que olhou pra mim com os olhos cheio de lágrimas, era nítido que ela queria chorar. Emilly: Você matou ele.- foi a única coisa que ela falou e quase que não conseguia escutar a voz dela. Me sentei ao lado dela, eu não sabia oque falar pra ela. Emilly: Você matou um policial, uma pessoa, ele pode ter família.- falou, dessa vez com muito mais firmeza - O menor que ele matou também tinha família e agora tá morto, a família não vai conseguir nem fazer um enterro descente, vai ter que ser caixão fechado. Emilly: Não importa, Bruno, quem sujou as mãos foi ele e não você, você atirou tão frio, não é a primeira vez que você faz isso né ? Eu me mantive calado, eu sabia que Emilly não ia ter cabeça pra saber as coisas que eu faço, sabia que seria assim. Emilly: Pelo visto não, né? Pelo seu silêncio. - Emilly a vida que eu levo é matar ou morrer, se eu não atirasse nele, quem ia morrer era nós, então eu preferi atirar primeiro. Emilly: Foi isso que você quis dizer sobre estar danificado ? Que você saiu de lá assassino?- Dava pra ouvir pela voz dela, na cara dela, que ela estava assustada, na cabeça dela eu só fazia vender droga. - Quando eu entrei lá, eu já tinha feito a minha primeira vítima.- fui sincero Emilly: Então o povo da rua tem razão, os jornais têm razão do que falam sobre você. - É isso que você acha ? Quando eu te tratei como o povo da rua fala ? Você me conhece desde pequeno, quando foi que eu te tratei m*l ?- perguntei Não vou mentir que ouvir essas coisas dela me machuca, eu não ligo pro que o povo pensa de mim, pro que os jornais falam, eu sei a minha verdade, sei do meu coração. Mas oque Emilly pensa de mim, me importa, não quero que ela me veja como um monstro, que tenha medo de mim. Emilly: Será que eu te conheço mesmo Bruno ? Até mais cedo eu nem sabia que você tava namorando. - Mas eu não estou.- respondi Emilly: PARA DE MENTIR, EU JA SEI DE TUDO, EU SEI QUE VOCÊ NAMORA COM AQUELA MENINA. Emilly narrando: Eu já tinha perdido toda minha paciência, eu odiava ficar sendo feita de b***a, odeio mentira, ver Bruno mentindo na minha cara me fazendo de otária, tava me fazendo perder toda a paciência. Ele olhava pra minha cara como se eu fosse louca, como se não estivesse entendendo oque eu tava falando. Bruno: eu não namoro com ninguém Emilly, juro a você.- respondeu, pelo tom de voz dele parecia que ele estava sendo sincero. Bruno: eu não sei oque ela te disse, mas isso aí de eu namorar com ela, é mentira.- continuou. - Seja sincero comigo, é a última vez que vou perguntar isso, depois disso eu não quero mais, eu vou seguir a minha vida.- falei Ele me olhava atentamente, esperando a minha pergunta. - É com ela que você quer ficar ?- perguntei Ele olhou pra mim e veio em minha direção, olhando nos meus olhos, cada passo que ele dava, meu coração acelerava cada vez mais, eu tava nervosa, com as mãos suando. Bruno: É com você que eu quero ficar, quando você vai entender isso? Eu não tive tempo nem de raciocinar oque ele tinha falado, ele colocou sua mão no meu rosto juntando nossos lábios, não foi aquele beijo cheio de desejo mas foi um beijo cheio de sentimentos. Realmente um beijo fala mais que mil palavras. Sua mão estava no meu pescoço, guiando o beijo, coloquei minha mão na sua nuca puxando ele pra mais perto, eu não queria sair dali, não queria que o beijo acabasse, queria eternizar aquele momento. Bruno parou o beijo, olhando nos meus olhos. Bruno: Conseguiu entender agora ?- perguntou Continua...
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