Eu estava possessa de odio, eu me arrumei inteira, tava me sentindo com um nariz vermelho de palhaça.
Yasmin: não chora, prima.- falou sentando do meu lado, eu nem tinha notado que estava chorando.
- Eu estou chorando de odio, ne de tristeza não, eu deixei de cuidar da minha vida, pra isso? eu mereço isso?- perguntei limpando o rosto.
Yasmin: Claro que não Emilly, Bruno é um i****a que não se toca, ele não merece suas lágrimas.- falou
- Não mesmo.- falei me levantando pra ir pro quarto, eu só queria ficar sozinha.
Me joguei na cama, eu só queria apagar e acordar no outro dia, a partir de hoje vai ser como se Bruno ainda estivesse preso, chega de ser b***a.
(...)
Mais uma segunda-feira, mais uma semana de luta, meu corpo estava totalmente quebrado, tava com uma dor de cabeça terrivel, desliguei o alarme que não parava de berrar no meu ouvido.
- Eu já sei que tenho que levantar.- Falei sozinha, me levantando da cama, a vontade que eu estava era de ficar o dia inteiro deitada nela.
Tratei logo de começar a me arrumar, o dia hoje tava frio, então hoje ia ser o basico, uma calça jeans, uma camisa e meu capote moletom, separei a roupa e tratei de ir tomar banho, a todo momento evitando me olhar no espelho, não queria olhar minha cara de trouxa.
Tomei banho, escovei os dentes no box mesmo, sai do banheiro e Yasmin entrou logo em seguida perguntando como eu estava, apenas respondi que estava bem e continuei meu caminho pro quarto.
Vesti a roupa que separei, hoje eu não estava afim de pentear o cabelo então fiz o coque e um baby hair, coloquei meu brinco, fiz uma maquiagem elaborada pra tirar a cara de choro, ninguem precisa saber que chorei na noite anterior.
Terminei tudo, calcei meu sapato, ajeitei as coisas na mochila e desci, passei na cozinha e minha vó tava lá terminando de colocar o café na mesa.
Maria: Bom dia, querida.
- Bom dia, vó- falei indo em sua direção, dei um beijo no seu rosto e peguei um pedaço de bolo.
Maria: Como foi o passeio ontem?- perguntou, eu não tava nem afim de falar sobre isso.
- Quando eu chegar a gente conversa, vó.- falei saindo da cozinha, antes que ela falasse mais alguma coisa.
Assim que abri a porta me assustei com o cara parado do lado da moto, no outro lado da rua, reconheci logo, só pode ser brincadeira, uma hora dessa.
Pois eu fingi que nem vi, continuei meu caminho, mas quem disse que adiantou?
Ele veio atrás, pai me dar paciência.
Bruno: Coe Emilly? não vai falar comigo não?- falou do meu lado e eu parei pra olhar pra cara dele, eu estava com vontade de voar no pescoço dele.
- Eu estou com pressa Bruno.- falei
Bruno: Eu sei que esta chateada comigo e com razão, mas deixa eu te explicar.- falou segurando meu braço e eu fiz a minha melhor cara de deboche.
- Você não precisa me explicar nada, você pode querer se fazer de desentendido, mas está na cara que nós dois não é mais o mesmo, não adianta você ficar forçando.- falei me segurando pra não chorar ali mesmo.
Bruno: tá falando isso só porque eu furei contigo ontem? cara eu me empolguei um pouco, acabei não conseguindo sair no horario pra vim te buscar, me perdoa.- falou
- Nós dois não é mais o mesmo Bruno, você mudou, tem outras prioridades, agora sempre vai ter algo, uma festa, uma mulher do seu lado, alguma coisa pra resolver na boca e eu não nasci pra ser a outra opção.
Bruno: E você não é cara, para de falar besteira, você é minha prioridade.
- Eu já fui um dia.
Bruno narrando:
Mano oque essa garota tá falando? Eu sei que vacilei ontem, mais também não é pra tanto, Emilly é a pessoa mais importante pra mim, ela é a minha âncora, ela pode não saber mais ela que me impede de virar esse monstro que o crime ta querendo me virar.
Eu me emocionei um pouco ontem, p***a, eu tava privado, tanto tempo sem curtir uma festa, sem beber, que quando tem essa oportunidade eu acabo me empolgando, eu vacilei feião.
Ainda Gabriela ficou apertando minha mente, sem querer deixar eu sair, eu acabei cedendo, sem o menor esforço, vacilei feio, vim logo cedo me resolver com ela, sabendo que ela ia tá boladona.
- Deixa só eu te dar uma carona, se você for andando vai acabar se atrasando.- falei, ela fez aquela cara dela de pensativa, no começo eu achei que ela iria negar mas depois ela respondeu:
Emilly: Eu só vou aceitar, porque não quero chegar atrasada.- falou vindo comigo pegar a moto que estava parada na frente da casa dela.
Ela podia simplesmente ter esperado lá né, mas nem quis dizer nada, fiquei na minha né.
Desci com ela até a entrada do morro, infelizmente não posso ficar andando na pista, mas ela entende isso de boa.
E lá vamos nós pra mais um dia no morro, subi direto pra principal, porque eu tinha certeza que se eu fosse em casa ia morgar lá e só ia subir a tarde eu estava cheio de coisa pra resolver aqui.
Uma delas é o caso do meu braço direito, eu sei que quem cometeu essa rataria saiu daqui do morro, queria me derrubar e acabou derrubando meu irmão.
Eu vou cobrar isso ai, não vai passar abatido não.
Meu celular começou a vibrar e logo a tela acendeu, mostrando a foto de Gabriela, oque ela quer uma hora dessas?
Ela é gente boa, me fortaleceu grandão quando eu tava preso, mina da hora, mas gruda igual chiclete e eu não gosto disso não, sou cachorro solto, unico grude que eu gosto é com Emilly mas ela nem gruda assim, aquela dali é que nem eu, orgulhosa.
Desde que eu sair ela tá estranha comigo,agindo fria, eu estou tentando entender o lado dela, mas oque ela falou hoje mais cedo me pegou legal, ali é meu porto seguro, não posso perder nunca.
Já perdi meu irmão, não posso perder ela também, então eu precisava concertar esse clima que estava tendo na nossa amizade.
Eu sei oque Emilly sente por mim, eu sempre fui bom em ler as pessoas, eu não sou burro, eu sei que o sentimento dela não ta sendo mais so de amizade.
Mas eu tenho medo, tá ligado ? de tentar algo com ela e acabar vacilando, eu sou auto indestrutível, eu mesmo me saboto, então não quero que ela passe a me odiar e eu perca ela de vez, então eu prefiro as coisas como estão.
Emilly narrando:
Mais um dia concluído, desci do ônibus em frente a entrada do morro, o dia hoje foi totalmente cansativo, pior que os outros, não dava o horário de ir embora, nunca, eu já tava pra morrer.
Passei pela entrada do morro e de cara já vi D2 lá sentado vendendo, pois ele vai bem me deixar lá em cima, é obrigação dele? não é, mas ele vai.
- Eiiii, me deixa ali em cima.- Falei olhando pra ele.
D2: Pra já.- falou levantando pra pegar a moto.
Não sei oque seria de me sem ele, ele veio em minha direção de moto, parou na minha frente e me ajudou a subir na moto, nem colocamos capacete, não tem necessidade.
Fomos conversando pelo caminho, ele me contando as novidades, pense em um menino fofoqueiro, é David, fico sabendo de todas fofocas, por ele.
Sabe da vida de todo mundo.
D2: Tá todo mundo comentando que você deu um fora no chefe porque ele te traiu na festa de ontem.- falou assim que desci da moto e eu olhei pra cara dele sem acreditar.
- Me poupe, não tenho nada com Bruno não, eu e ele somos só amigos, esse povo não tem oque fazer ai fica inventando conversa.- falei olhando pra onde ele tava olhando.
D2: Aquele ali não é seu tio?- falou e eu forcei mais a vista, vendo meu tio Marcelo subindo o morro.
- Sim.- falei sem acreditar.
D2: Eu não sabia que ele estava de volta.- falou
- Pelo visto ele está voltando agora.
Mas pra quê? Por que? Ele sumiu durante anos, deixou Yasmin aqui nas costas de minha avó e agora resolveu voltar?
Muito estranho, alguma coisa ele quer pro lado de cá.
Continua...
CRIEI UM i********: PRA INTERAGIR COM VOCÊS, AQUI EU NÃO CONSIGO RESPONDER ALGUMAS PERGUNTAS.
SIGAM LÁ: @laay_sant