Bruno: Quer ir lá pra casa ?- Eu apenas balancei a cabeça positivamente e levantamos juntos indo em direção a saída do bar, onde estava sua moto estacionada.
Ele subiu na moto e me ajudou a subir, como de costume né e fomos em direção a casa dele.
Em menos de 5 minutos já estávamos em frente a sua casa, Bruno estacionou sua moto e veio abrir a porta, não por cavalheirismo, foi porque a porta estava trancada.
Bruno: Será que pode esperar um pouco? Vou colocar a comida dos meus filhos.- falou jogando a chave em cima da mesa de centro.
Eu apenas concordei com a cabeça e me sentei no sofá pra esperar ele ir colocar a comida do cachorro.
Bruno ama esses cachorros, trata eles como seus filhos, achava lindo esse cuidado que ele tinha com eles, era lindo de se ver.
Bruno: Oque foi que aconteceu pra você ter ido lá na principal hoje ?- perguntou aparecendo na sala segurando um copo de água.
- Queria conversar contigo.- falei
Minha mão tava suando, eu estava super nervosa, parecia que eu ia me apresentar pela primeira vez em público.
Bruno: Tá assim por causa do que a Gabi falou?- perguntou
- Não, quer dizer, em partes sim.- falei sincera
Bruno: Então deixa de suspense Emilly, desembucha logo.
- Desde a última vez que fui lá naquele lugar te visitar eu percebi que alguma coisa tinha mudado....
Bruno: Oque ?- perguntou me interrompendo
- Deixa eu continuar, por favor.- pedi e ele ficou calado pra que eu pudesse continuar
- Eu amo você, Bruno, amo mais do que só um amigo, eu precisava falar isso, não tava aguentando mais guardar isso pra mim, eu estava sufocada, ainda mais depois que você saiu e fica o tempo todo grudado com essa menina, desde que saiu, isso não tá me fazendo bem, Bruno.- fui direta ao ponto
Bruno se manteve calado a todo momento, desde a hora que eu comecei até a hora que eu terminei, ele não falou uma palavra e isso estava me deixando nervosa.
- Você não vai dizer nada?- perguntei
Bruno: c*****o Emilly, eu não sei oque dizer.- foi a única coisa que ele falou.
Eu rir, não porque tava achando engraçado a situação, mas rir de raiva, por está me achando a pessoa mais trouxa do mundo.
Eu não esperava que ele dissesse que sente o mesmo, mas eu esperava qualquer reação, menos essa.
Eu queria enfiar minha cara no buraco, queria me enterrar viva, ou entrar em um avião com destino pra china.
- Então é isso ? Você não vai falar nada?- perguntei novamente, porque eu não estava acreditando.
Bruno: Eu não sei oque você quer que eu diga.- falou e foi ai que eu rir mais ainda e me levantei, pronta pra ir embora.
Mas antes de sair, eu sentir que tinha que me humilhar mais um pouco, então voltei pra perto dele.
- Você gosta dessa menina ? Tá namorando com ela?- perguntei olhando nos olhos dele.
Bruno: Claro que não Emilly, eu gosto de você, eu amo você.- falou
Ouvir isso dele me fez sentir algo tão bom por dentro, um alívio sabe ?
Eu não sabia oque dizer, então dei espaço pra que ele pudesse continuar, porque era óbvio que tinha um mas.
Sempre tem um mas.
Bruno: Mas a gente não pode ficar juntos, eu estou danificado, quando eu entrei naquela merda lá eu sair de lá danificado, eu não posso dar oque você merece, eu não posso ser oque você merece, infelizmente todas essas merdas que você escuta aí na rua, quase todas, quase não, a maioria são verdade.- fez uma pausa respirando fundo, andando de um lado pro outro
Tava na cara que aquela conversa tava sendo difícil pra ele, ele não estava esperando por isso.
Bruno: Eu não sou o cara que você merece.- finalizou olhando pra mim.
Os olhos dele tava vermelho, parecia que estava se segurando pra não, chorar ?
Não vou mentir e dizer que ouvir tudo isso estava sendo fácil, porque não estava, mas eu digo a você que se ele me pedisse em namoro agora, eu aceitaria e enfrentaria tudo e todos por ele.
- Eu não me importo com nada disso, eu me importo com oque eu sinto, com como você me trata, com nós dois.- falei me aproximando dele e segurando seu rosto, fazendo ele me olhar.
Ficamos ali durante um tempo olhando um para o outro.
Bruno: Me desculpa, mas eu não posso.- falou segurando na minha mão, tirando ela do seu rosto e se afastando.
Limpei a lágrima que escorria do rosto, eu me sentia muito mais leve em ter falo, era como se eu estivesse me libertado de uma tonelada que estava nas minhas costas.
Peguei meu celular que estava em cima do sofá e fui em direção a porta pra sair dali, chega de me humilhar, agora eu vou focar em mim e na minha vida.
Infelizmente Bruno vai ficar no passado, tudo que me importa agora é a minha vida, vou focar na minha faculdade na minha carreira profissional.
Falar isso tá ficando repetitivo, mas tenho certeza que dessa vez vai, tem que ir.
Bruno narrando:
Eu sabia oque ela sentia por mim, mas eu não estava esperando que ela fosse falar pra mim, não agora, não nesse momento.
Ninguém nunca vai entender meu ponto de vista, mas a verdade é que eu não sou o cara certo pra ela.
Ela finalmente tá conseguindo botar a vida dela pra frente, tá conseguindo as coisas dela, não pode se sujar se juntando com um cara que nem eu, que não tem nada pra oferecer pra ela.
Cheio de crime nas costas, com passagem, a qualquer momento posso tá caindo preso de novo, ou pior, Deus livre guarde, mas tenho que ser realista.
Nessa vida que eu levo, não tenho nada pra oferecer.
Ela vai tá aí que nem essas mulher tudo atrasada na vida, se sujando indo visitar o cara lá na cadeia.
Emilly não merece isso não, ela merece mais, ela merece crescer na vida, conquistar tudo que quer, se formar na faculdade.
Não quero ser um empecilho na vida dela.
Eu a amo, isso ninguém vai mudar, e é por amar ela que eu me recuso a destruir a vida dela.
Continua...
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