Guto Narrando A Beatriz não voltou pra casa. Fiquei atento até de madrugada, mas nada. Então fui pra casa. Meu quarto ainda tinha o cheiro dela, e eu sentia que ia me sufocar ali dentro. Resolvi dormir no quarto de hóspedes e pedi para a mulher vir dar uma faxina na casa amanhã. Acho que esse é o único jeito de tirar aquele cheiro. Resolvi tomar café com a minha tia. Conversar com ela me ajuda a colocar os pensamentos em ordem, mesmo que eu odeie admitir. — Bom dia, tia. — falei entrando. Ela estava na sala. — Bom dia, Gustavo. Café? — perguntou, sorrindo. — Quero, mas vim mesmo pra conversar. — falei. Ela arregalou os olhos. — É grave, né? Pra você assumir que veio atrás de conversa. Vou pegar o café. — falou rindo e se levantou. Voltou com duas xícaras de café, me entregou u

