— Sou adorável. Ela pisca com frequência, como se expressasse orgulho. — Mas não fique pensando nisso. Conte-me sobre o seu Réveillon com a sua família. Respiro fundo e expiro lentamente. — Por onde devo começar? — Essa pergunta já me dá um mau pressentimento. Às vezes, odeio essa intuição aguçada dela. — Comece do começo, amiga. Conto tudo a ela, desde as mensagens, o reencontro com o meu ex e até o meu confronto com Adriano, o carro. Não tenho segredos com Leah. Nos conhecemos em São Francisco quando ela estava de férias e, desde então, nos tornamos inseparáveis. Foi ela quem conseguiu essa vaga no hospital Florence e, no final, salvou a minha vida. — E quanto aos seus pais? É chocante, mas não dá para dizer que me surpreende. Ela diz, ao que concordo com a cabeça enquanto tomo um

