— Diga logo, papai! Até Ella parece desesperada para saber. Entrelacei minhas mãos com as do meu italiano e depois as levamos à minha barriga. — É um menino! Exclamo eufórica e os gritos não tardam a aparecer. A alegria toma conta da casa e até celebramos com champanhe rosé e um jantar delicioso. Meus sogros se recusam a ir embora e as crianças a dormir. Eles estão mais hiperativos do que nunca, como se tivessem ingerido quilos e quilos de açúcar. Minha mãe, por outro lado, mostra a sua alegria em silêncio, com uma taça de Chardonnay na mão. Por mais estranho que pareça, meu pai se recusou a jantar conosco. Isso me indica que o tumor ou a medicação está causando estragos nele. Embora tenha se recusado a fazer quimioterapia, ela continua tomando os citostáticos e eles são bastante fort

