Os seguranças me surpreendem no meio da tarde, invadindo o consultório para me levar para casa a mando do meu marido. Reviro os olhos automaticamente e recolho os meus pertences, sem muita vontade de trabalhar. Não sei o que Adriano está aprontando agora, mas fico atordoada assim que entro na mansão. A sala está decorada com placas, serpentinas, glitter e até papel colorido flutuando no ar. Uma festa está a todo vapor. — De onde veio isso? — Você chegou, querida. A minha sogra me cumprimenta imediatamente. — Bem-vinda. Saúdo cada um deles até parar no italiano, que olha ao redor com os olhos semicerrados. Percebo que ele não gosta da pequena comemoração, mas não pode fazer nada contra a vontade da mãe. — O que estamos comemorando? Pergunto em voz alta enquanto as crianças correm de

