A aposta Parte II

1170 Words
Allan Smith A noite do evento finalmente chegou e com ela um dia descontraído na empresa. A área reservada para eventos da empresa está decorada com elegância e os garçons que caminhavam por todo o ambiente com bandejas em suas mãos portando taças de bebidas caríssimas esbanjando o luxo e elegância que são a marca da sua empresa. — E aí, chefe! — Roger se aproxima, às vezes o i*****l o chama assim, mas ele sabe que é muito mais que um funcionário. Ele estende a mão e eu a aperto com força. — Fala funcionário! — Ele torceu a face. — Não soa bem. — É, não soa bem. Então pare de me chamar de chefe. — Você ganhou — Ele ergue a taça e Allan o acompanha. Ele fica olhando as funcionárias em belos vestidos, alguns decotados ou transparentes o suficiente para imaginar coisas. — Está de olho em alguma gata? — questiona ele. — Nenhuma em específico até agora. — Toma um gole do seu drink. — Tem algum plano pra mais tarde? O sorriso s****o no rosto do amigo se expande. — Não tinha, mas a gente arruma um rapidinho — disse já pegando o telefone. Segura sua mão. — Não, ainda está cedo. Meus olhos sempre voltam ao elevador, como se esperasse alguém sair de dentro dele. — Acho que alguém está à espera de uma certa funcionária desaforada. Estala a língua e desvia o olhar do elevador. — Pare de falar bobagens. Assim que termina de responder, chega um grupo daqueles funcionários puxa sacos. — Senhor Smith, bela festa — Um senhor que aparenta ter pouco mais de cinquenta anos fala. — Obrigado — agradece, se contendo para não revirar os olhos. — Acho sua iniciativa algo muito importante para a sociedade, senhor Smith — fala outro e ele só quer sumir dali. — Me deem licença, eu vou ver se já vão servir o jantar — com a desculpa esfarrapada, se afasta e Roger vai atrás do amigo — Jantar? Não sabia que teria jantar esta noite! — Alguém encheu meu saco no último evento dizendo que preferia festa de pobre porque tinha comida de verdade. — Oh, fico feliz que servi para melhorar sua festa anual, chefinho — diz ele na maior cara de p*u, pegando outra taça de bebida. Desta vez um vinho. — Vai cair de bêbado daqui a pouco e nem vai aproveitar o jantar — Jamais faria isso... — Ele calou a boca e Allan achou muito estranho o amigo de boca fechada por mais de dois segundos. Olhou para trás e o viu parado, olhando para o outro lado do salão. — O que houve, Roger? — Ah, cara, você precisa ver isso. — O quê? — Se aproximou dele. — É uma deusa, cara, uma deusa brasileira de quadris generosos. — Você é um t****o — Allan comenta, mas ainda não tinha visto a tal “deusa”. Mas logo que a vê, ele percebe qie Roger tinha toda razão do mundo. — Por onde ela entrou que eu não vi? — Eu sabia que estava cercando a desaforada. — Não estava. — Estava, sim, acabou de admitir. Ela deve ter entrado pelo outro lado. Fixa seus olhos nela, pois realmente está muito linda naquele vestido fluido. O garçom passa e ele pega mais uma bebida, desta vez um espumante, como ela. Os amigos que estão com ela percebem que ele os encara e cochicham, logo os olhos da jovem encontram os dele. O sorriso foi inevitável, e ele teve que levar a bebida até a boca pra não falar besteira. — Está parecendo um leão faminto — comenta Roger — Mas já vou adiantando que aquela ali é jogo duro. Acha que com esse corpinho e rostinho lindo ninguém se aproximou dela antes? — Imagino que tenha, mas eu adoro um desafio. — Seus olhos continuavam fixos nela, mesmo que tenha desviado seu olhar. Analisa cada parte de seu corpo com curvas generosas, a cintura fina e os s***s médios. — Adoraria ver aquela boca atrevida gritando meu nome enquanto estou enterrado nela. Roger gargalha como uma hiena no cio. Esse homem não presta. — Sinto te dizer que é impossível, meu amigo. Ninguém conseguiu a façanha de levá-la para tomar um café se quer. E considerando as últimas interações entre vocês... é, chefinho, acho que não vai acontecer. — Seria uma punição perfeita para todas as gracinhas que fez comigo. — Seria, se ela fosse a Júlia, por exemplo. Mas Maria Luiza, não, ela é impossível. — Agora que percebi o quanto ela é gostosa, meu amigo, vou investir e fazê-la pagar por sua boca malcriada. — Duvido você conquistar e levar aquela garota para a cama. Encara seu amigo com o desafio lançado. Nunca mexa com um jogador, mesmo que seja um ex-jogador como Allan. — Aposta quanto? — Meu amigo Allan, não entre nessa de aposta novamente. — Você lançou o desafio, não serei desafiado de graça. Ele coçou a cabeça. — Tudo bem, uma viagem de lua de mel com tudo pago. — Quem disse que vou me casar com ela? Escolha outra coisa. — Continua com os olhos fixos na garota, aguardando apenas as palavras de seu amigo para se aproximar da desaforada. — Ah, não sei, cara. Te dou um carro, alugo um carro importado... sei lá. Mas e se eu ganhar, o que ganho? — O aluguel do carro importado por um mês está de bom tamanho. Para os dois. — Já começa a caminhar na direção de Malu, mas para quando seu amigo volta a falar. — Eu escolho a marca do carro, seu espertinho — reclama ele, vendo a determinação de Allan e temendo perder f**o. — E lembre-se que só tem esses três meses. Se não conseguir levar a Maria Luiza pra cama, você perde a aposta. Acena em concordância, mas não o responde. Seus olhos estão fixos nela como um leão fixa sua presa, esperando a melhor oportunidade para capturá-la. Começa a caminhar na direção da garota. Ela está em alerta com sua chegada. Allan cumprimenta a todos e a convida para ir com ele. Por um segundo achou que ela negaria, mas a mulher aceitou o convite. Ergue o cotovelo para que ela enlace seu braço ali, mas ela não o faz, só encara seu movimento sem reação. Pega sua mão e a coloca em seu braço. — Irão servir jantar em breve — fala preguiçosamente em sua língua. — E? — Quero conversar com você — Ele a guia para a parte do salão onde as mesas estão dispostas para um jantar fino que será servido em breve. — Não seria melhor esperar amanhã para conversar em seu escritório? — Não — responde seco — vamos... recomeçar — Vira-se de frente para ela e estende a mão em cumprimento, como se para selar um acordo de paz. Ela aperta a sua mão, parecendo ainda meio confusa. Primeiro passo dado com sucesso.
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